Férias da Páscoa. Finalistas não são bem-vindos nos hotéis em Portugal

Más experiências no passado fizeram a região do Algarve subir os preços para afastar os grupos de estudantes do 12º ano

Há mais de dez anos que as unidades hoteleiras da região do Algarve evitam receber finalistas do 12º ano nas férias da Páscoa. Para afastar as agências que organizam este tipo de viagens, os hotéis começaram a subir os preços das estadias e das cauções, o que tirou o Algarve da rota dos finalistas. A Costa da Caparica também é procurada por estudantes, nomeadamente espanhóis, mas os pedidos são muitas vezes rejeitados.

"É uma área de negócio que não tem interesse, nem oferece rentabilidade para os hotéis. Além de não compensar financeiramente, não podemos dissociar esta estratégia das questões de ordem comportamental", justifica Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), acrescentando que estão associados aos grupos de estudantes "comportamentos menos corretos, conflitos, deterioração de equipamentos".

Elidérico Viegas ressalva que nem todos "têm comportamentos desviantes", mas "acaba por pagar o justo pelo pecador". "Distúrbios e prejuízos" causados no passado fizeram com que as unidades hoteleiras da região começassem a pedir "garantias relativas à conservação dos equipamentos, depósitos para suportar as despesas resultantes de equipamentos deteriorados, partidos".

De uma maneira geral, diz o presidente da AHETA, "não se aceitam grupos de finalistas" no Algarve. Quando ainda eram aceites, recorda, "pediam-se depósitos mais significativos e praticavam-se preços menos competitivos, o que desviou os grupos para outros destinos", nomeadamente para Espanha.

Costa também não é opção

Já na Costa da Caparica, onde por esta altura decorre o Caparica Primavera Surf Fest, várias unidades hoteleiras disseram ao DN que também não recebem grupos organizados de finalistas do 12º ano na Páscoa. "Não quero cá estudantes. Fazem muito barulho e incomodam os outros hóspedes. Dão muito trabalho", justifica ao DN o proprietário de uma unidade hoteleira de duas estrelas.

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