Exército já escolheu novos tenentes-generais

Por escolher está o oficial general que vai substituir o major-general Tiago Vasconcelos no Estado-Maior General das Forças Armadas.

A estrutura superior do Exército está prestes a ser completada com a nomeação dos tenentes-generais que vão ser comandantes Operacional, do Pessoal e da Logística, soube esta segunda-feira o DN.

Segundo fontes militares, o Conselho Superior do Exército escolheu o major-general Guerra Pereira para o comando das Forças Terrestres, o major-general Fonseca e Sousa para o comando do Pessoal e o major-general Cóias Ferreira para a Logística.

O Exército escusou-se a comentar o caso.

Estes nomes, assim como os dos majores-generais Rui Clero e José Nuns da Fonseca (colocados na GNR e que aí vão manter-se como tenentes-generais), já foram objeto de deliberação do Conselho de Chefes de Estado-Maior, tendo de ser formalmente aprovados pelo ministro da Defesa para que o Presidente da República e Comandante Supremo possa assinar os respetivos decretos.

Por decidir, segundo as fontes do DN, está a escolha do oficial - que também terá de ser promovido a tenente-general - que vai ocupar o cargo ainda desempenhado pelo major-general Tiago Vasconcelos, que a Procuradoria-Geral da República considerou não ter condições estatutárias para receber a terceira estrela e, por isso, passará à reserva por ter atingido o limite de idade no atual posto.

Quanto aos futuros tenentes-generais, Guerra Pereira vai cessar funções como segundo comandante do quartel-general da NATO em Valência (onde estava desde o início deste ano), Fonseca e Sousa deixará o cargo de chefe de gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) e Cóias Ferreira já está colocado na Logística.

A estrutura superior do Exército estava por completar desde o verão, quando os então comandantes operacional (Faria Menezes) e do Pessoal (Antunes Calçada) requereram a passagem à reserva em protesto contra a forma como o CEME, general Rovisco Duarte, geriu o processo do furto de material de guerra em Tancos.

Em setembro ficou vago o cargo de vice-CEME, com a passagem à reserva por limite de idade do então titular, tenente-general Rodrigues da Costa - substituído a seguir pelo então comandante da Logística, tenente-general Fernando Serafino.

Sem promoções, a cúpula do Exército estava assim reduzida ao CEME e ao seu vice, a que se juntava o comandante-geral da GNR no caso do Conselho Superior do ramo (mas sem direito de voto).

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