"Santana é um dos nomes que o PSD tem como ativo para qualquer autarquia"

Líder do PSD-Lisboa, Miguel Pinto Luz, diz que a decisão sobre o candidato deve ser tomada até ao verão. E não descarta, para já, a coligação com o CDS

O presidente da concelhia do PSD-Lisboa, Mauro Xavier, pegou na expressão keep cool, usada por Santana Lopes, mas avisou que até ao final de outubro tem de haver um candidato à Câmara de Lisboa. É o timing certo?

No final de outubro os candidatos têm de estar na rua. No entanto, a escolha deverá fazer-se em momento anterior, até ao verão.

A lógica é válida para todos os candidatos às câmaras da Área Metropolitana de Lisboa (AML)?

Sim. Mas num processo interno, que não tem de ser divulgado. Em outubro, começarão a sair os nomes e os candidatos estarão na rua.

Qual deve ser o perfil do candidato do PSD a Lisboa?

A distrital de Lisboa ainda não definiu o perfil para nenhum dos candidatos. É um processo que iniciámos no congresso. Estamos em profícuo diálogo com as concelhias e a coordenação autárquica nacional, na pessoa de Carlos Carreiras, e fruto desse debate surgirão perfis, nomes e equipas para ganhar as autárquicas na AML.

Tem ideias de quem poderá ser a escolha na capital?

Na minha cabeça tenho ideias de quadros do PSD e independentes que poderiam desempenhar as funções de presidente da Câmara de Lisboa, de acordo com os pergaminhos que o PSD sempre demonstrou, mas é algo que deixo para o debate interno que referi.

Já equacionou o nome de Santana Lopes? O perfil definido pela concelhia não o exclui.

Santana Lopes e outros nomes que ouvi serem veiculados pela comunicação social, como Luís Marques Mendes, Maria Luís Albuquerque, entre outros, são quadros que já demonstraram a sua qualidade no desempenho de altos cargos públicos e, naturalmente, que são nomes válidos que o PSD tem como ativos para qualquer autarquia do país.

Seria a pessoa certa para evitar a vitória de Fernando Medina?

O PSD está sempre predestinado a apresentar nomes fortes e ganhadores. No caso de Lisboa, sentimos como enorme oportunidade a ausência de liderança política clara na concelhia do PS e na autarquia de Lisboa. Portanto, o PSD não pode defraudar os eleitores da capital e tem de obrigatoriamente apresentar um programa, um candidato e uma equipa para reconquistar a autarquia.

Está descartado um acordo pré-eleitoral com o CDS?

Temos alguns municípios em que o acordo já está preanunciado, como é o caso de Cascais, mas temos outros onde o processo de diálogo e concertação ainda nem se iniciou. Não tenho qualquer dogma ou ideia feita sobre onde se devem fazer coligações e onde não se devem fazer.

Assusta-o se for Assunção Cristas a candidata?

De maneira nenhuma. Assunção Cristas representa uma renovação no CDS-PP. Consigo trouxe quadros de qualidade que também personificam essa renovação e isso só fortalece a posição do PSD enquanto líder do centro-direita e fortalece a noção clara da linha que separa um governo desgovernado, irresponsável e imaturo democraticamente e dois partidos que em conjunto tiraram o país da bancarrota e que ganharam as últimas eleições legislativas.

Isso aumenta a pressão do PSD em torno do nome a apresentar?

No passado, e a título de exemplo, o doutor Santana Lopes venceu as eleições com o doutor Paulo Portas também como candidato à Câmara de Lisboa.

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