"Pusemos o Coelho com asas e agora pomos o Cav... ai... o Marcelo a andar"

O candidato comunista diz que "numa segunda volta a dança e a música serão outras"

Bastião comunista da margem sul, a Baixa da Banheira recebeu, esta manhã, sem surpresa, Edgar Silva com abraços apertados e requisitados beijinhos. Os cerca de 200 apoiantes que acompanhavam com bandeiras e palavras de ordem a arruada do candidato, bem gritavam "Edgar avança, com toda a confiança", mas Edgar Silva faz questão de cumprimentar praticamente toda a gente. "Dá licença?" é a pergunta que mais faz.

Quando não faz são elas, as mulheres sorridentes que o esperam no passeio, que o chamam. "Dê cá uma beijoca, não se vá embora", diz Esperança, à porta de uma pastelaria. "Que nome lindo, tem a ver com a nossa candidatura, que é de esperança", lembra o candidato.

São bicho da mesma raça

Entre abraços, uma mulher diz-lhe, em tom confiante. "Já corremos com o Coelho, agora pomos o Cav... ai, enganei-me, o Marcelo. Confundi-me, são bicho da mesma raça", ri-se a encolher os ombros. "É isso mesmo, cara e coroa da mesma moeda", confirma Edgar Silva.

Mais adiante, quando confrontado pelos jornalistas sobre a "difícil costura" que a esquerda terá de criar numa segunda volta, para apoiar um único candidato, chutou para canto. "O que é preciso agora é votar bem. Cada voto nesta candidatura de abril é um voto na continuidade da esperança. Não fazer do voto um mal menor, mas um bem maior, naquilo que plenamente nos identifica. Depois veremos".

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