Edgar Silva não vetaria Orçamento retificativo. Henrique Neto também não

Apesar de em geral parecerem estar de acordo, os dois candidatos a Belém divergiram no que custa o Estado social.

Henrique Neto acha que o Presidente da República devia ter chamado a atenção do Governo para os problemas do Banif já há três anos. É assim que o candidato a Belém entende que deve ser o exercício presidencial. Mas apesar das muitas críticas ao processo, teria promulgado o Orçamento retificativo. "O Parlamento é soberano", apontou.

Também Edgar Silva disse que, "naquelas que são as atuais circunstâncias", como Presidente da República "considerava que seria de impor este documento", ao arrepio do que o PCP fez no Parlamento, onde a bancada comunista votou contra o documento do Governo socialista. "Em relação a este Orçamento retificativo tenho profundas reservas, discordâncias de fundo", mas acabaria por o deixar passar.

Só o Estado social dividiria de forma mais marcada os dois candidatos. Henrique Neto, militante socialista, apontou o facto de "a esquerda" ter, "normalmente, uma política mais despesista - e muitas vezes justamente", referindo-se aos gastos com a "política social", a educação e a saúde.

Edgar Silva disparou, afirmando que "não parece que seja aceitável chamar despesismo" a este tipo de custos. "As funções sociais do Estado são incumbências inalienáveis do Estado", defendeu o candidato comunista. "Confundir despesismo com esbanjamento, são coisas completamente importantes", insistiu, com os protestos de Henrique Neto que dizia que não tinha falado em despesismo no Estado social.

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