Dono dos hotéis Fénix detido no Rio antes de embarcar para Lisboa

Brasileiro Jacob Barata Filho foi preso na Operação Lava-Jato por subornos a políticos. Família é dona também de império no setor dos transportes, incluindo da portuguesa Vimeca

O empresário brasileiro Jacob Barata Filho, gestor do grupo que detém as sete unidades dos hotéis Fénix, em Lisboa e no Porto, foi preso na madrugada de ontem no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, quando se preparava para embarcar para Lisboa numa viagem só de ida, situação entendida pela polícia brasileira como tentativa de fuga.

Barata Filho vinha sendo investigado na Operação Ponto Final, um desdobramento da Operação Lava-Jato, sob a acusação de subornar políticos.

A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu o mandado de prisão com base em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal perante indícios de que o empresário pagou milhões de reais em comissões a políticos do estado.

O empresário é filho de Jacob Barata, conhecido como "Rei do Ônibus" e fundador do Grupo Guanabara, do qual Barata Filho é um dos gestores.

O grupo alargou entretanto os negócios para Portugal nos últimos anos, operando empresas rodoviárias como a Vimeca, vendida por sua vez a Chiquinho Feitosa, pai do genro de Barata Filho, e magnata do setor de transportes em Fortaleza, no Ceará.

Em comunicado, a assessoria de imprensa de Jacob Barata Filho nega que ele estivesse em fuga. Segundo a nota, o empresário "estava realizando viagem de rotina a Portugal, onde possui negócios há décadas e para onde faz viagens mensais". Mais tarde acrescentou que, ao contrário do que foi divulgado pela polícia federal, tinha viagem de volta de Lisboa para o Rio marcada para dia 12.

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