"Devíamos apontar para um défice à volta de 2%. Acho que 2,8% é um risco"

Prudência é palavra de ordem no discurso de Eduardo Catroga, para quem a credibilidade do país não deve ser ameaçada. E diz que os riscos de um OE tardio podem ser controlados

Acredita que 2,8% é uma meta do défice alcançável em 2016, como prevê o programa de governo?

A fixação desse objetivo devia ser feita com maior margem de segurança em relação ao máximo de 3%. Acho que é um risco, na medida em que pode haver flutuações no nível de atividade económica, os pressupostos orçamentais podem sofrer desvios e devíamos apontar para algo à volta de 2% e não de 2,8%.

O documento aponta para uma trajetória descendente durante a legislatura (terminando em 1,5%). Parece-lhe suficiente?

Quanto mais nos atrasarmos na consolidação orçamental, mais aumenta a dívida pública e mais prolongado será o período de ajustamento. É uma estratégia que deveria ser mais forte no sentido de alcançarmos mais depressa o objetivo de contas equilibradas.

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