Armas desapareceram por "falhas de supervisão e controlo"

A ministra da Administração Interna garante que este foi um caso isolado

Constança Urbano de Sousa afirmou hoje no Parlamento que a investigação ao desaparecimento de mais de 50 pistolas Glock da direção nacional da PSP aponta para "falhas do controlo e da supervisão". A ministra da Administração Interna garantiu que se tratou de um caso isolado.

Ouvida na Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias, a ministra afirmou que, a confirmarem-se as tais falhas de supervisão e controlo, estas terão "consequências a nível disciplinar". Constança Urbano de Sousa adiantou ainda que, na sequência deste caso, as armas foram todas conferidas a nível nacional e que este foi um caso isolado.

Dois agentes da PSP foram suspensos na sequência do desaparecimento de mais de 50 armas de nove milímetros, revelado pelo DN a 16 de fevereiro.

Não foram só as pistolas glock a desaparecer da direção nacional da PSP, também foram desviadas as munições e os carregadores de cada uma das armas. As, pelo menos, 57 pistolas saíram do "quartel-general" da PSP em caixas, contendo cada uma mais dois carregadores e 18 munições de 9mm.

O Ministério Público delegou na própria PSP a investigação.

Um superintendente que está na Guiné-Bissau como oficial de ligação do MAI, Paulo Sampaio, pode ser chamado a depor no processo.

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