Défice em 2017 será de 1,2% do PIB, anuncia Marques Mendes

Comentador da SIC antecipa números oficiais. Confirmando-se, será um valor inferior ao que estava previsto pelo próprio Governo.

As contas finais do défice público em 2017 já estarão feitas. O saldo negativo ficar-se-á em 1,2% do PIB, sendo que no início do ano passado o Governo estabelecia como meta 1,5% do PIB.

A novidade foi avançada esta noite na SIC pelo comentador político Luís Marques Mendes. O ex-líder do PSD considerou este um "bom resultado" para o Governo de António Costa, e o mesmo em relação ao número final da dívida pública em 2017: 126,2% do PIB.

Para 2018, o Governo prevê um défice de 1% e uma dívida pública 123,5% do PIB.

Elencando o que serão os "desafios para 2018", Marques Mendes antecipou que a 'geringonça' funcionará até ao final da legislatura. "É o mais provável, embora com muitas picardias e divergências. Ninguém vai querer ser penalizado por abrir uma crise política." Quanto ao pós legislativas, caso se renove um governo do PS haverá uma tendência do Bloco de Esquerda para desta vez querer integrá-lo: "O BE está mortinho por entrar no Governo."

Segundo as suas previsões, a coabitação Marcelo/Costa também se manterá sem grandes abalos, porque "é do interesse de ambos e do interesse nacional".

O comentador político antecipou ainda mais um inquérito parlamentar, desta vez ao negócio de entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no capital do Montepio. "Se a Misericórdia decidir adquirir 10% do capital do Montepio pelo valor que foi publicamente avançado (cerca de 250 milhões de euros), eu acho que este processo acaba num inquérito parlamentar e numa investigação judicial, por suspeitas, no mínimo, de gestão danosa".

E "tudo porque, em termos de mercado, 10% do Montepio não vale este valor (nem provavelmente metade). Se os responsáveis da Misericórdia não tiverem isto em atenção, serão inevitavelmente suspeitos de estarem a favorecer o vendedor e a fazerem uma gestão danosa da Misericórdia".

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