Costa anuncia medidas contra precariedade no Estado, num debate azedo com o PSD

Na resposta a Jerónimo de Sousa, Costa diz que a precariedade é uma prioridade para o governo

Terminou o debate no parlamento. Das duas horas de discussão fica a acesa - e azeda - troca de críticas entre Pedro Passos Coelho e António Costa, com o o líder do PSD a avisar o executivo que não conte com os sociais-democratas para fazer passar as propostas que não tiverem a concordância de Bloco de Esquerda e PCP.

"Conte por princípio com a nossa oposição, que foi onde nos pôs. Quando precisar do PSD primeiro peça, se faz favor", disse Passos ao primeiro-ministro, com a bancada social-democrata a levantar-se para uma ovação ao líder social-democrata. Passos acusou ainda o executivo de só conseguir obter um défiice de 2,3% do PIB à custa de medidas extraordinárias: "3,4% do PIB. Este seria o défice de 2016 se excluíssemos as medidas extraordinárias e o corte no investimento público que o senhor planeou". Costa deixou sem resposta a pergunta de quanto seria o défice sem medidas extraordinárias.

Ao longo da discussão, António Costa também não poupou nas palavras. "O PSD não conta para nada", atirou Costa logo no início do debate, ironizando que, quando quiser saber a posição dos sociais-democratas, irá perguntar ao BE, PCP e PEV - uma referência ao facto de o PSD ter votado esta semana a revogação da descida da TSU, ao lado das bancadas mais à esquerda. "Se me permitem um conselho, sejam uma oposição firme e positiva e não uma oposição inútil e negativa como hoje são", diria adiante o primeiro-ministro.

Do debate fica também a garantia do primeiro-ministro de que o há muito esperado relatório sobre a precariedade no Estado será divulgado na próxima semana, em simultâneo com as medidas de combate a este fenómeno. Propostas que deverão passar pela integração nos quadros da Administração Pública dos precários que estejam em situação efetiva de trabalho. A questão está em saber qual o universo de trabalhadores abrangidos e aos quais será proposta a integração, e em que calendário.

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