Curso de comandos recomeça quinta-feira

!Avaliação não revelou contra indicações clínicas que impeçam a continuidade"

O ministro da Defesa informou esta quarta-feira que o Exército vai reiniciar amanhã o curso de Comandos suspenso há uma semana.

A suspensão do 127º curso ocorreu após a morte de um militar no segundo dia e o internamento de outros 10, um dos quais faleceu também no sábado.

Os 65 instruendos têm estado em casa desde que o curso foi suspenso para lhes serem realizados exames médicos adicionais no Centro de Saúde Militar de Coimbra.

A decisão, tomada em articulação com o ministro e com conhecimento do Presidente da República, foi tomada esta manhã pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) e "significa o regresso gradual à normalidade" do treino e instrução no Regimento de Comandos, afirmou o ministro Azeredo Lopes.

Em comunicado, o Exército anunciou que o Chefe do Estado-Maior do ramo, Rovisco Duarte, autorizou que o 127.º curso retomasse as atividades previstas no plano "considerando que a avaliação não revelou contra indicações clínicas que impeçam a continuidade".

O conjunto de exames e análises feitos incidiram sobre o estado geral de saúde, uma avaliação da degradação de funções específicas e incluíram uma entrevista individual com um clínico.

Os resultados dos exames e análises foram avaliados por médicos das especialidades de medicina desportiva, interna, cardiologia e ortopedia.

O presidente da Comissão parlamentar de Defesa, Marco António Costa (PSD, transmitiu uma palavra de pesar pela morte dos dois militares no início da audição do ministro da tutela e disse haver uma proposta para os deputados visitarem o Regimento de Comandos - algo que José Manuel Medeiros (PS) sugeriu alargar a todas as forças especiais (paraquedistas, operações especiais e fuzileiros).

Pedro Roque, coordenador do grupo parlamentar do PSD, manifestou repúdio pela proposta do BE de extinguir o Regimento de Comandos e questionou o Governo sobre essa possibilidade, afirmando que os sociais-democratas a rejeitam.

Azeredo Lopes disse não ter havido qualquer admissão da tutela em extinguir aquela força, noticiada pelo Expresso e que o governante qualificou como uma dedução ou interpretação sem fundamento.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG