Cuidados continuados de saúde mental vão ter cerca de 300 camas este ano

Está ainda prevista a criação de unidades pediátricas de cuidados continuados de saúde mental

O Governo prevê criar cerca de 300 camas no âmbito dos cuidados continuados de saúde mental, bem como unidades pediátricas, já durante o primeiro semestre deste ano, anunciou hoje o coordenador da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

O anúncio foi feito hoje numa cerimónia pública de apresentação da reforma da RNCCI, que contou com a presença dos ministros da Saúde, Adalberto Campos Fernandes e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva.

No final, em declarações aos jornalistas, o coordenador nacional da reforma da RNCCI adiantou que é propósito do Governo conseguir ter, ainda no primeiro semestre deste ano, cerca de 300 camas para cuidados continuados de saúde mental, bem como unidades para cuidados continuados pediátricos.

Manuel Lopes explicou que entre a saúde mental e os cuidados pediátricos, a primeira é a que tem o processo mais adiantado, estando neste momento a ser ultimado o processo legislativo e a serem selecionadas as unidades que irão abrir ainda neste ano.

O coordenador explicou que são para já unidades piloto, dispersas por todas as regiões, que vão prestar "cuidados muito controlados, com muita vigilância".

"Pensamos abrir qualquer coisa como 300 lugares de apoio domiciliário e de unidades residenciais que deem resposta a estas situações", disse Manuel Lopes.

No que diz respeito aos cuidados pediátricos, o responsável adiantou que o processo está "um bocadinho mais atrasado", razão pela qual não disse quantos lugares vão ser criados e onde.

"Estamos a fazer todos os esforços para inaugurarmos algumas unidades ou no Dia Internacional da Criança, a 01 de junho, ou no dia do aniversário da rede, a 06 de junho", acrescentou.

O ministro da Saúde também não quis adiantar quantas unidades vão abrir ou onde, dizendo apenas que "ainda neste ano" haverá novidades, provavelmente por alturas do décimo aniversário da RNCCI.

Outro dos aspetos previstos na reforma da RNCCI tem a ver com o apoio domiciliário, tendo Adalberto Campos Fernandes revelado que "pretende ampliar tanto quanto possível essas respostas", mas sem especificar.

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