Cristas pede esclarecimentos sobre política de "cortes cegos" na saúde

Presidente do CDS diz que os casos "são chocantes", referindo-se à alegada falta de alimentação e medicamentos em doentes

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre uma "política completamente desnorteada" de "cortes cegos" no Serviço Nacional de Saúde (SNS), em que se sucedem "casos chocantes".

"O que vemos é um Ministério e uma política completamente desnorteada, sem rumo. A única preocupação que segue é a do corte cego. Os casos são chocantes", afirmou Assunção Cristas numa declaração aos jornalistas no parlamento.

A líder centrista sublinhou que só esta semana foi noticiada a alegada falta de alimentação e medicamentos em doentes de uma unidade do SNS, de acordo com declarações da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, e hoje surgiram notícias de "consultas dadas à chuva no Algarve".

"É lamentável o impacto das opções erradas em matéria de saúde. Aquilo que nós vemos é um corte brutal no investimento, vemos os cortes cegos das cativações no Serviço Nacional de Saúde, todas as semanas se sucedem notícias e denúncias feitas pelas ordens profissionais que mostram a degradação a que está sujeito", sustentou.

"O que é feito daquele Governo das esquerdas unidas que se arvorava o grande defensor da saúde e do Serviço Nacional de Saúde", questionou.

Assunção Cristas sublinhou que antes do verão, os centristas promoveram um debate de atualidade e chamaram o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, ao parlamento, tendo igualmente questionado hoje, por escrito, o Ministério sobre as consultas no Algarve, bem como pedido uma audição com a bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

"O senhor ministro disse sempre que no final do ano tudo estaria bem", disse.

"Não vemos nada, pelo contrário, vemos os utentes a ficar para trás, vemos o impacto muito negativo da política das 35 horas, não houve mais contratações por causa dessa política e houve um aumento de dívidas a pagar aos próprios profissionais, as dívidas aos fornecedores nos hospitais a um ritmo, de novo galopante, quase 30 milhões de euros por mês", afirmou.

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