Quando esquerda falha "chovem telefonemas" para "CDS dar uma mãozinha"

Líder do CDS não revela quem do governo telefona e que temas são abordados

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, disse hoje que "gostaria de ver do lado do Governo alguma atitude positiva e construtiva, não é só quando lhe falham os apoios à esquerda que chovem telefonemas para o CDS para ver se afinal o CDS dá uma mãozinha. Isso aconteceu no Orçamento do Estado mais do que uma vez", afirmou, sem adiantar pormenores sobre as matérias em causa.

Assunção Cristas considerou também que a decisão do Governo de transferir a sede do Infarmed de Lisboa para o Porto foi "mais um processo mal conduzido" e "mais um exemplo de uma grande trapalhada".

"As pessoas foram apanhadas de surpresa", afirmou Cristas, em declarações aos jornalistas, acrescentando que este é "mais um processo mal conduzido".

Segundo a líder do CDS "há vários organismos que têm formalmente a sede no Porto, mas na verdade não têm lá quase ninguém a trabalhar e aparentemente aquilo que o Governo quer fazer é um número".

Para Cristas discutir e analisar a transferência de serviços para outros locais do país pode fazer sentido, mas isso não passa por este tipo de decisões "em jeito de apagar a burrada que foi o processo EMA", relativo à candidatura do Porto para vir a acolher a Agência Europeia do Medicamento, que acabou por sair derrotada.

É mais um exemplo de uma grande trapalhada, de problemas que o Governo muitas vezes cria a si próprio, porque está sempre a querer trabalhar na base das habilidades e não de um trabalho sério

Cristas, que falava à margem da conferência "25 de novembro - Passado, Presente e Futuro", disse também que o CDS-PP tem apresentado propostas construtivas no Parlamento, como aconteceu no debate do Orçamento do Estado, tendo estas sido rejeitadas.

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