Crise política. Cenário "não está em cima da mesa", diz o CDS-PP

Assunção Cristas recusa dizer se, em caso de crise política nas esquerdas, o CDS aceita voltar ao Governo sem eleições.

A líder do CDS, recebida pelo Presidente da República - chefiando uma delegação que também incluiu Nuno Melo, vice-presidente do partido, e Nuno Magalhães, líder parlamentar - explicou que recusa especular sobre o que "não depende" do seu partido.

Depois de recusar avaliar a solidez da plataforma de esquerda onde o PS assenta a governação, acrescentou: "Eu não vou estar a comentar um cenário que não está em cima da mesa." Reforçando: "Não depende de nós a manutenção ou não da atual solução e portanto não nos ocupamos do que não depende de nós."

A líder centrista, que conversou com o Presidente durante cerca de uma hora, recusou também comentar os números da execução orçamental hoje divulgados, alegando ainda não os conhecer (foram divulgados enquanto decorria a audiência).

Mesmo assim, afirmou que os números poderão continuar a mostrar-se equilibrados porque o Governo está a "empurrar despesa com a barriga".

Para Assunção Cristas, as duas preocupações principais que manifestou ao Presidente foi com o emprego ("não vemos investimento" e se "não há crescimento não há criação de emprego") e com a banca.
Quanto ao mais, o CDS tem uma estratégia de que "não se desvia um milímetro": prosseguir uma agenda relacionada com a natalidade, famílias, segurança social e idosos. São temas que "se não fosse pela mão do CDS estariam esquecidos".

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