Costa e Passos irão mesmo depor no inquérito parlamentar

O atual primeiro-ministro e o anterior irão garantidamente depor na comissão parlamentar de inquérito ao caso Banif. Só falta saber se presencialmente ou por escrito.

Sem oposição do PSD ou do CDS, a maioria de esquerda irá aprovar o requerimento do PCP para que Pedro Passos Coelho deponha na comissão. Enquanto ex-primeiro-ministro, Passos tem no entanto a prerrogativa de depor por escrito (faltando saber se o fará).

Face ao requerimento do PCP, o PSD apresentou um outro, de contra-resposta, chamando o atual primeiro-ministro, António Costa - o qual não terá oposição do PS, segundo garantiu esta tarde o principal porta-voz socialista na comissão parlamentar de inquérito, João Galamba. Também neste caso está ainda por perceber se Costa irá depor presencialmente ou antes por escrito.

A comissão de inquérito ouvirá também o governador do Banco de Portugal, o atual ministro das Finanças, Mário Centeno, e ainda os seus dois antecessores imediatos, Maria Luís Albuquerque (atualmente deputada do PSD) e Vítor Gaspar (a trabalhar no FMI, em Nova Iorque).

Às personalidades que constavam nas listas que já se conheciam apresentadas pelos vários partidos - e que inclui responsáveis do banco e da Comissão Europeia -, o PCP acrescentou, esta tarde, também o nome de Durão Barroso.

Os comunistas querem também ouvir o diretor de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, e António Costa, jornalista comentador económico da estação.

O PSD, pelo seu lado, aproveitou a reunião de hoje da comissão para voltar a insistir na ideia de auditoria externas.

Desta vez a maioria de esquerda não chumbou liminarmente a proposta porque os sociais-democratas estreitaram bastante o objeto do que querem ver auditado por entidades externas à AR: as manifestações de interesse" na compra do banco que existiram antes e depois da notícia da TVI que deu conta da iminente falência do banco; a influência que esta notícia teve nos rácios de capital e nos interesses de compra do banco; a "avaliação contabilística dos ativos transferidos para a Oitante" (a empresa veículo que ficou com os ativos tóxicos do Banif).

A votação deste requerimento foi adiada para uma próxima reunião da comissão.

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