Costa, BE e PCP têm de "distinguir o essencial do acessório"

Vasco Lourenço diz que primeiro-ministro, BE e PCP "não podem ceder à tentação" de fazer certas exigências mútuas.

O presidente da Associação 25 de Abril disse esta sexta-feira que o primeiro-ministro "não pode ceder à tentação de exigir" ao BE e PCP "que lhe entreguem um cheque em branco", pelo que "vai ter que ser capaz de, em cada momento, saber distinguir o essencial do acessório".

O BE e o PCP, por sua vez, "não podem ceder à tentação de transformar as suas minorias em maiorias decisórias", pois "por mais indispensáveis que sejam" continuam a "ser minorias", frisou Vasco Lourenço.

O capitão de Abril, que discursava na conferência "Portugal no 1º Quartel do Séc XXI. Estratégia rumo ao futuro" realizada na Fundação Gulbenkian, argumentou que apenas "será possível" recuperar as conquistas de Abril perdidas nos últimos anos se o governo e os partidos que o apoiam no Parlamento souberem "distinguir o essencial do acessório".

Perguntando "se António Costa vai confirmar-se como um verdadeiro homem de Estado", Vasco Lourenço adiantou: "Não vai ser fácil, vai ter de fazer alguma limpeza nos que queiram manter ou retomar as práticas de corrupção."

"Temos de ser capazes de construir um serviço de justiça sério, eficiente e justo", sublinhou Vasco Lourenço, lembrando a campanha que desenvolveu no início dos anos 1980 e culminou na criação da figura do Alto Comissário Contra a Corrupção.

Recuperar "um aparelho de Estado capaz e eficiente", fazer com que o Serviço Nacional de Saúde e o Sistema de Educação Público voltem "a ser a aposta do Estado no setor" e, promover "o regresso do Serviço Militar Obrigatório" foram desafios que Vasco Lourenço considerou fundamentais à recuperação dos objetivos de Abril.

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