Como foi o meu dia na Expo 98?

Márcia Marat Grilo, 43 anos, Professora no Instituto Politécnico de Portalegre (ESECS), de Reguengos de Monsaraz

Estive apenas um dia na Expo 98. Fui com o meu namorado - e atual marido - e um casal de amigos no último último fim de semana. Fomos adiando a nossa visita porque queríamos evitar os longos tempos de espera nas filas enormes em dias de muito calor, de que tanto ouvíamos falar... Lembro-me de ter ficado impressionada com o mar de gente para passar nos torniquetes e com a dimensão do recinto.

Tentámos com ajuda do mapa identificar os locais mais emblemáticos, mas rapidamente percebemos que não teríamos tempo de os visitar. Fizemos logo uma seleção, excluindo os que iriam ficar, como o Oceanário ou o Pavilhão Atlântico. Como só tínhamos mesmo aquele dia e as filas para alguns pavilhões continuavam gigantes, acabámos por visitar os menos procurados: os de África e alguns asiáticos. Fiquei pasmada a admirar o teto suspenso do Pavilhão de Portugal... que conseguimos visitar ao fim de horas de espera!

Houve tempo para uma foto 'romântica' junto da grande queda de água, e para uma viagem de teleférico de onde pudemos ter uma panorâmica geral de todo o recinto e uma vista absolutamente deslumbrante sobre o rio Tejo. Foi um dia inesquecível, passado entre namorados... e no final saímos da Expo com a sensação de que havia tanto para ver... o que avivou ainda mais em nós o desejo que já tínhamos de partir à descoberta de outros países e de outras culturas: seis meses depois demos o primeiro passo que nos levou a ir viver para França durante alguns anos.

A 22 de maio de 1998 abriu portas em Lisboa a Expo"98, com o tema "Os oceanos: um património para o futuro". Até ao dia 30 de setembro, Portugal mostrou ao mundo o resultado da requalificação de uma zona da capital que estava degradada: foi ali, onde hoje é o Parque das Nações, que nasceu uma das melhores exposições mundiais realizadas até à altura. O recinto recebeu mais de dez milhões de visitas e diariamente havia uma novidade para descobrir, fosse nos pavilhões dos países representados, fosse nos locais onde decorriam espetáculos, concertos ou desfiles. Além dos pavilhões temáticos, alguns com filas onde as pessoas esperavam longos minutos para entrar.

São essas experiências que o DN vai recordar diariamente, com testemunhos de quem ali esteve de visita ou fazendo parte dos espetáculos.

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