Como foi o meu dia na Expo 98?

Ilda Alexandre, de 51 anos, diretora de Recursos Humanos numa multinacional, Lisboa

Na época trabalhava numa empresa do Setor de Segurança Privada como responsável do Centro de Recrutamento, Seleção e Formação e a empresa tinha sido selecionada para fazer a Segurança do Parque Expo e de alguns pavilhões durante a Exposição. Foi uma experiência muito gratificante e inédita na minha carreira e foi necessário mudar de paradigma e reinventar diariamente métodos e técnicas de captura de candidatos, através de campanhas publicitárias muito apelativas.

Enquanto profissional foi um desafio muito gratificante ter feito parte deste grande projeto e a nível pessoal foi sem dúvida uma experiência de partilha familiar inesquecível, sobretudo com a minha filha que tinha dois anos e que ficou muito assustada quando visitámos o planetário e o que mais gostou foram os óculos 3D. Já as minhas sobrinhas de 13 e 14 anos preferiram o Pavilhão do Futuro, teleférico e o oceanário.

No dia da inauguração, ao som de Madredeus e José Carreras, lembro-me que chorei de emoção de tão grande feito, para um Povo tão "pequeno". E no dia de Encerramento, com a magnitude do fogo de artifício senti um orgulho imenso de fazer parte de um Povo que sempre se pautou pela conquista... e pela Arte de Bem Receber.

A Expo 98 foi um acontecimento que atraiu milhões de visitantes de todo o mundo, com enfoque nos espectáculos musicais que ficaram para a história, bem como a projecção de Portugal que era um país com pouca confiança em si próprio e muitos não acreditavam que fosse possível levar a obra até ao fim. A Expo veio mexer com a confiança e com a mentalidade dos portugueses e Lisboa é hoje uma prova disso, sendo uma das cidades mais carismática da Europa.

A 22 de maio de 1998 abriu portas em Lisboa a Expo"98, com o tema "Os oceanos: um património para o futuro". Até ao dia 30 de setembro, Portugal mostrou ao mundo o resultado da requalificação de uma zona da capital que estava degradada: foi ali, onde hoje é o Parque das Nações, que nasceu uma das melhores exposições mundiais realizadas até à altura. O recinto recebeu mais de dez milhões de visitas e diariamente havia uma novidade para descobrir, fosse nos pavilhões dos países representados, fosse nos locais onde decorriam espetáculos, concertos ou desfiles. Além dos pavilhões temáticos, alguns com filas onde as pessoas esperavam longos minutos para entrar.

São essas experiências que o DN vai recordar diariamente, com testemunhos de quem ali esteve de visita ou fazendo parte dos espetáculos.

Exclusivos