Como foi o meu dia na Expo 98?

Helena Silva, 47 anos, Professora 1.º ciclo na Ilha de Santa Maria

Estive um dia na Expo"98 com uns amigos e o meu filho. Nesse dia começámos por percorrer o recinto para um primeiro olhar aos pavilhões de forma a vermos quais os que queríamos visitar. Aí reparámos que havia filas para muitos deles e que, provavelmente, não iríamos ver tudo o que gostaríamos, apesar de termos prioridade por levarmos crianças pequenas.

Basicamente o nosso dia foi passado a visitar pavilhões de países e a assistir aos espetáculos de rua e aos desfiles. Lembro-me que também passámos por baixo dos vulcões de água, pois estava um dia de muito calor. E da visita obrigatório ao Oceanário, tal como ainda me recordo do recinto das Seychelles, que tinha uma tartaruga à porta.

No fim da visita saímos da Expo com a ideia de que "Portugal até consegue". Reuniu aquelas culturas todas, havia ali tanta informação.

A exposição foi muito positiva. Portugal transmitiu uma boa imagem ao mundo. Estava tudo muito bem organizado. Foi um evento bem conseguido.

A 22 de maio de 1998 abriu portas em Lisboa a Expo"98, com o tema "Os oceanos: um património para o futuro". Até ao dia 30 de setembro, Portugal mostrou ao mundo o resultado da requalificação de uma zona da capital que estava degradada: foi ali, onde hoje é o Parque das Nações, que nasceu uma das melhores exposições mundiais realizadas até à altura. O recinto recebeu mais de dez milhões de visitas e diariamente havia uma novidade para descobrir, fosse nos pavilhões dos países representados, fosse nos locais onde decorriam espetáculos, concertos ou desfiles. Além dos pavilhões temáticos, alguns com filas onde as pessoas esperavam longos minutos para entrar.

São essas experiências que o DN vai recordar diariamente, com testemunhos de quem ali esteve de visita ou fazendo parte dos espetáculos.

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