Como foi o meu dia na Expo 98?

Patrícia Castro, 39 anos, Famalicão - Diretora de serviço numa unidade hoteleira

Eu tinha 18 anos, tudo era novidade e a Expo foi igualmente. Recordo-me que fui para Lisboa e os hotéis estavam completos, havia turistas por toda a parte. Não tenho memória de nenhum pavilhão em especial, pois tudo era enorme, cada construção era gigante para aquilo a que estava acostumada, mas lembro-me que o tema era "Os Oceanos". E que estava calor e andávamos sempre à procura das diversas quedas de água.

Recordo-me que fiquei a admirar a pala do pavilhão português pela sua imensidão e deslumbrada com o oceanário. Lembro-me ainda de visitar alguns pavilhões da Ásia e de tudo aquilo me ter despertado e inspirado a realizar o sonho, que após alguns anos consegui, de dar a volta ao mundo. No fundo, despertou-me essa veia muito portuguesa de partir à descoberta, conhecer mundo.

Hoje, talvez tivesse apreciado de uma forma mais pormenorizada, mas com 18 anos ainda não tinha tanto interesse em saber cada detalhe de cada cultura. Nessa altura a palavra de ordem era diversão - se bem me lembro, era dia do Brasil e no final da tarde fui à praça Sony ver um concerto do grupo Skank, banda de que até hoje sou fã.

A 22 de maio de 1998 abriu portas em Lisboa a Expo"98, com o tema "Os oceanos: um património para o futuro". Até ao dia 30 de setembro, Portugal mostrou ao mundo o resultado da requalificação de uma zona da capital que estava degradada: foi ali, onde hoje é o Parque das Nações, que nasceu uma das melhores exposições mundiais realizadas até à altura. O recinto recebeu mais de dez milhões de visitas e diariamente havia uma novidade para descobrir, fosse nos pavilhões dos países representados, fosse nos locais onde decorriam espetáculos, concertos ou desfiles. Além dos pavilhões temáticos, alguns com filas onde as pessoas esperavam longos minutos para entrar.

São essas experiências que o DN vai recordar diariamente, com testemunhos de quem ali esteve de visita ou fazendo parte dos espetáculos.

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