CDS quer ouvir Governo sobre urgência de obras na ponte 25 de Abril

Relatório alerta para fissuras na estrutura e diz existirem riscos graves de segurança

O CDS-PP pediu a audição no parlamento do ministro do Planeamento e Infraestruturas sobre a urgência de obras na ponte 25 de Abril, em Lisboa, revelada por um relatório divulgado hoje pela revista Visão.

No requerimento entregue no parlamento, o CDS pede também para ouvir na comissão de Economia e Obras Públicas os técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que concluíram existirem riscos graves de segurança na ponte, a exigir uma intervenção imediata.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, o deputado Helder Amaral disse que é necessário esclarecer, da parte do Governo, se este é o único relatório que existe e que tipo de obras são necessárias.

É preciso esclarecer tudo até para que "não exista qualquer tipo de alarme" entre a população, justificou Helder Amaral, que anunciou que vai pedir a audição do ministro das Finanças, o "responsável disto tudo", que culpam pelas cativações de verbas que poderão explicar os atrasos no avanço de obras como a da ponte 25 de Abril, em Lisboa.

Helder Amaral acusou Mário Centeno de ser o responsável pelas cativações nos ministérios, exemplificando com o do Planeamento, com 459 milhões, e com a Infraestruturas de Portugal (IP), com mais de 300 milhões.

O que o CDS quer saber é se os eventuais atrasos no arranque das obras reclamadas pelo LNEC são causados pelas cativações.

"É preciso saber se as cativações têm consequências na falta de ação e intervenção deste tipo na ponte", afirmou, ao justificar o pedido de audição do titular das Finanças.

O ministro Mário Centeno, concluiu, "parece ser o responsável por isto tudo".

O relatório que alerta para fissuras na estrutura foi enviado há cerca de um mês para o Ministério das Finanças, de acordo com a Visão.

Na quarta-feira, a Infraestruturas de Portugal anunciou que a ponte sobre o Tejo será alvo durante dois anos de trabalhos de manutenção, orçados em 18 milhões de euros, estando previsto lançar ainda este mês o concurso público internacional para adjudicação da obra.

O gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse à Lusa que Pedro Marques ainda aguarda conhecimento oficial do pedido, mas "está sempre disponível" para esclarecer os deputados.

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