Carlos César espera ter no novo PSD um "interlocutor válido"

Líder parlamentar do PS diz que partido não está à procura de novos aliados, mas salienta fim do período em que o maior partido da oposição "se tornou terra de ninguém"

O líder parlamentar do PS, Carlos César, abre a porta a um novo ciclo nas relações com o PSD. Depois de se ter congratulado com o fim do período "errático" do maior partido da oposição, em declarações à TSF, o dirigente socialista admitiu esta segunda-feira que espera passar a ter "um interlocutor válido" na São Caetano à Lapa.

"Aquilo que esperamos é ter interlocutores válidos, tanto no plano partidário como no plano social", explicou Carlos César esta segunda-feira, numa visita a locais atingidos pelos incêndios de outubro, no concelho de Penacova, no âmbito das jornadas parlamentares do PS. ."No plano partidário temos uma situação de transição num partido político que é relevante para a democracia portuguesa, e para todos os acordos e consensos que são sempre necessários, que é o PSD. Desejamos que resolvido este período em que o PSD se tornou um pouco terra de ninguém, estejam criadas condições para uma interlocução mais sólida", apontou o líder parlamentar socialista.

Ainda assim - após a eleição de Rui Rio para a liderança do PSD ter levantado, para os parceiros à esquerda do PS, o fantasma de um hipotético "bloco central" - Carlos César quis evitar polémicas com Bloco de Esquerda e PCP. "Nós não precisamos de ter novos aliados, mas precisamos de todos os interlocutores", referiu, sem se alongar sobre algum eventual mal-estar entre bloquistas e comunistas. "É muito importante manter a atenção naquilo que nos trouxe até aqui, que foi um desejo muito grande da parte dos parlamentares do PS para que todas estas pendências [resultado dos incêndios] tenham uma solução rápida e sustentável. Que esta reconstrução prossiga, pelo menos no ritmo de agora, para que dentro de algum tempo estejamos todos orgulhosos de termos passado todos estes maus momentos", preferiu frisar Carlos César, depois de ter visitado uma habitação, um agricultor e um empresário afetados pelos fogos de 15 de outubro.

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