Azeredo Lopes realça "honestidade e frontalidade" do general Pina Monteiro

Pina Monteiro cumpre esta quarta-feira o último dia como Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA).

O ministro da Defesa destacou esta quarta-feira "a frontalidade e a honestidade" do general Pina Monteiro "na interpretação das orientações políticas", contribuindo assim "para o sucesso da ação governativa".

Azeredo Lopes intervinha na cerimónia de despedida de Pina Monteiro como Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), no Ministério da Defesa, que antecede a da condecoração do general do Exército com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo por parte do Presidente da República.

O governante, que no início de 2017 propôs a recondução de Pina Monteiro no cargo que exercia desde 2014, enalteceu "a abnegação e a lealdade, o superior sentido de missão e a rara capacidade de trabalho" demonstradas pelo general ao longo dos 47 anos de carreira militar.

Oficial de Infantaria, Pina Monteiro sobressaiu pela "qualidade da disciplina e da capacidade de disciplinar, a camaradagem, a ponderação e o bom senso, o indefetível sentido do dever e a inabalável lealdade, a tão notável capacidade de trabalho, o elevado sentido da responsabilidade, a honra, a inteligência prática, o espírito de sacrifício, o ânimo inquebrantável e o permanente desejo de bem cumprir", referiu Azeredo Lopes.

Já como CEMGFA, adiantou o ministro da Defesa, Pina Monteiro revelou "capacidade de criação de pontes entre os ramos, sempre tendo em vista umas Forças Armadas mais fortes e prestigiadas" numa altura marcada por fortes constrangimentos financeiros e reformas na instituição militar.

Exemplos disso e da "vocação de serviço público" do general foram "a forma como ajudou a concretizar processos críticos para a Defesa Nacional" e no âmbito da chamada reforma 2020, desde assumir a tutela do Hospital das Forças Armadas à reforma do ensino superior militar ou, ainda, "a mestria com que concretizou a gestão, a um tempo pragmática e sensata, de todas as complexidades inerentes à atividade e à presença" das Forças Nacionais Destacadas nos teatros de operações externos, assinalou ainda Azeredo Lopes.

Artur Pina Monteiro, antes de ser CEMGFA e entre outros cargos e funções, foi chefe do Estado-Maior do Exército (depois de ser comandante das Forças Terrestres) e representante militar de Portugal junto da NATO e da UE, tendo comandando ainda um batalhão destacado na Bósnia-Herzegovina.

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