Medina perde maioria absoluta em Lisboa

O socialista Fernando Medina foi eleito no domingo presidente da Câmara de Lisboa com 42,02% dos votos, pelo que o PS perdeu a maioria absoluta na capital, ficando com menos três vereadores do que em 2013.

Em 2013, a candidatura do PS à Câmara de Lisboa, na altura encabeçada pelo agora primeiro-ministro António Costa, conseguiu eleger 11 mandatos.

Segundo os resultados oficiais divulgados hoje pelo Ministério da Administração Interna, o CDS-PP conseguiu quatro vereadores, com 20,57% dos votos (mais três do que nas autárquicas anteriores); o PSD obteve dois (perde um), com 11,23%; a CDU dois (mantém), com 9,56%; e o Bloco de Esquerda, com 7,13%, conseguiu um mandato.

O PS vence assim a Câmara de Lisboa pela quarta vez consecutiva, embora tenha perdido a maioria absoluta, numa noite eleitoral marcada pela subida do CDS-PP a segunda força política, ao ultrapassar o PSD, e pelo regresso do Bloco de Esquerda (BE) à vereação.

"Obtivemos hoje em Lisboa uma grande vitória. Agora é certo que ganhámos mais duas Juntas do que tínhamos -- temos 19 das 24 --, temos maioria na Assembleia Municipal [...] e é certo também termos ganho a Câmara pela quarta vez consecutiva", afirmou hoje Fernando Medina, ainda não estava a contagem dos votos terminada.

Em segundo lugar, de acordo com os resultados oficiais das autárquicas de domingo divulgados hoje pelo Ministério da Administração Interna, ficou a candidata e líder do CDS-PP, Assunção Cristas, com 20,57% dos votos, elegendo quatro vereadores: mais um do que as melhores projeções da candidata democrata-cristã.

"Esta é uma noite histórica para o CDS", declarou Assunção Cristas, na sede do partido, em Lisboa, sublinhando que, a confirmarem-se as projeções, os centristas terão alcançado em Lisboa o melhor resultado desde 1976, estando em condições de triplicar o número de vereadores (de um para três).

O CDS-PP, parceiro do PSD nas últimas legislativas (em 2015) e nas últimas autárquicas (2013), ficou à frente da candidata social-democrata, Teresa Leal Coelho, que obteve apenas 11,23% dos votos (e elegeu dois vereadores).

"Este resultado que a minha candidatura alcançou é um resultado da exclusiva responsabilidade da equipa que apresentou o programa, que fez a campanha e que aqui está, ainda assim orgulhosos do programa que apresentámos para Lisboa", afirmou.

Já o cabeça de lista da CDU, João Ferreira, que conseguiu 9,56% dos votos e mantém os dois vereadores eleitos, disse, ainda antes de serem conhecidos os resultados, que havia a possibilidade "de um cenário muito provável de reforço da CDU em Lisboa".

Por sua vez, o Bloco de Esquerda (BE) volta a eleger um vereador na Câmara Municipal de Lisboa, dez anos depois de José Sá Fernandes ter sido eleito pela última vez pelo partido. Para Ricardo Robles, que será vereador, este é "um grande resultado".

O candidato salientou que "os dados indicam" que o BE aumentou "significativamente o número de mandatos nas freguesias e na Assembleia Municipal e a presença do BE na Câmara Municipal".

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