Cristas escusa-se a quantificar objetivos em Lisboa e no país

"Sei de onde partimos, mas tenho sempre de trabalhar para o máximo, é isso que os lisboetas merecem", disse Cristas

A líder do CDS e candidata à Câmara de Lisboa escusou-se hoje a quantificar o objetivo de crescimento nacional nas autárquicas e reiterou que trabalha para ser presidente na capital, acreditando ficar acima dos 7,59% de Paulo Portas.

"Em Lisboa, trabalho desde o primeiro dia para ser presidente da Câmara. Se não fosse assim, não me tinha empenhado para termos listas e equipas tão fortes, de pessoas do CDS mas também de muitos independentes", afirmou Assunção Cristas.

Rodeada pelos independentes Carmona Rodrigues, ex-presidente da Câmara eleito pelo PSD e seu mandatário em Lisboa, e Raquel Abecassis, candidata à freguesia das Avenidas Novas, a líder centrista disse ainda que reina a união entre os centristas e a compreensão das estruturas locais pelo facto de estar concentrada em Lisboa.

"O CDS está unido e a torcer para que todos tenhamos um grande resultado em todo o lado e também em Lisboa, de forma muito especial, porque sou aqui candidata. Aquilo que recebo de pedidos e mensagens de militantes e dirigentes de todo o país é: "se puderes aparecer vem, mas se não puderes, fica em Lisboa, que nós percebemos, é aí que tem de estar a prioridade e o foco", afirmou.

A cabeça de lista da coligação "Pela Nossa Lisboa" (CDS-PP/MPT/PPM) continua a não quantificar nenhum objetivo, nem nacional nem na capital.

"Sei de onde partimos, mas tenho sempre de trabalhar para o máximo, é isso que os lisboetas merecem", disse aos jornalistas a meio de uma ação de rua nas Avenidas Novas, já em clima de campanha, ao som do hino do CDS e de palavras de ordem ao megafone, e com bandeiras empunhadas por militantes da JP, incluindo o seu presidente, Francisco Rodrigo dos Santos.

Questionada se acredita ultrapassar os 7,59% de Paulo Portas, eleito vereador em 2001, respondeu: "Se eu acredito ganhar, também acredito nisso".

Sobre os objetivos nacionais, insistiu que aquilo que saiu do Congresso do CDS e da convenção autárquica foi "muito simples": "Queremos crescer".

Há quatro anos, os centristas passaram de uma para cinco presidências de câmara, conquistando, além de Ponte de Lima (distrito de Viana do Castelo), Albergaria-a-Velha (distrito Aveiro), Vale de Cambra (distrito Aveiro), Velas (nos Açores) e Santana (na Madeira).

Nas eleições de 01 de outubro concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), o atual presidente, Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).

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