Arménio Carlos quer aumento do salário mínimo para os 650 euros

Líder da CGTP discursou no âmbito das comemorações do 1.º de Maio

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, exigiu esta terça-feira um aumento do salário mínimo nacional para os 650 euros, a partir de 1 de janeiro de 2019.

O líder sindical fez esta tarde o habitual discurso do 1.º de Maio junto à Fonte Luminosa da Alameda, em Lisboa, local onde terminou o tradicional desfile do Dia do Trabalhador, num percurso que arrancou na praça do Martim Moniz.

"Este movimento de reivindicações e luta é para continuar e ampliar", afirmou, pelo que "reivindicamos o aumento dos salários de todos os trabalhadores, nos setores públicos e privado, mas também o aumento especial do salário mínimo nacional e, assim sendo, a Comissão Executiva e o Conselho Nacional anunciam a reclamação de que, no dia 01 de janeiro de 2019, o salário mínimo nacional deve passar para 650 euros", disse."Se quiserem [o executivo] ir por esse caminho, contam com a CGTP, se quiserem optar por outro caminho, podem contar com a oposição da CGTP", acrescentou.

Arménio Carlos disse que, tendo em conta a adesão às manifestações e festividades daquela estrutura em cerca de 40 localidades do país, este foi "o maior 1.º de Maio dos últimos anos em Portugal".

A UGT, por sua vez, propôs um ajustamento do salário mínimo para 615 euros.

"Grande manifestação" a 9 de junho

A CGTP anunciou também uma "grande manifestação nacional" em Lisboa agendada para 9 de junho, que servirá para "expressar as reivindicações" da central sindical.

"Temos de intensificar a ação e a luta em todos os locais de trabalho e fazer de maio um mês quente, um mês de luta intensa. Uma luta para a qual estamos todos convocados e que irá convergir numa grande manifestação nacional, em Lisboa, no dia 9 de junho, do Marquês de Pombal para os Restauradores", disse o líder da CGTP, Arménio Carlos.

Arménio Carlos acrescentou ainda que o objetivo da ação é "expressar as reivindicações dos trabalhadores e do povo, exigindo a rutura com a política de direita e a implementação de uma política de esquerda e soberana, que abra portas a melhores condições de vida e de trabalho, que valorize o trabalho e os trabalhadores".

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