AR oferece "prenda" política histórica para Marcelo dar a Fidel

Votação histórica no Parlamento. Com uma unanimidade nunca antes vista, esquerda e direita uniram-se num voto que pede aos EUA o fim do bloqueio a Cuba.

O voto de solidariedade, subscrito por todos os partidos, ocorre quatro dias antes de o Presidente da República iniciar uma visita de Estado a Cuba, visita na qual, segundo já foi noticiado, Marcelo Rebelo de Sousa se deverá encontrar com o líder histórico da revolução cubana, Fidel Castro.

A visita do PR ocorrerá entre os dias 25 e 27, seguindo depois o PR para a cimeira ibero-americana em Cartagena de Las Índias, na Colômbia (de 27 a 30) e, por último, para Brasília, onde, de 31 de outubro a 3 de novembro, terá lugar a XI Cimeira da CPLP.

No voto aprovado, o Parlamento "pronuncia-se favoravelmente à cessação do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba" e "exorta o Governo Português para defender na Assembleia Geral das Nações Unidas a necessidade de pôr fim a essa situação injustificada".

Também "apela à conclusão do Acordo de Diálogo Político e Cooperação entre Cuba e a União Europeia", pronunciando-se "pela revogação da Posição Comum sobre Cuba assumida pela União Europeia em 1996" e exortando "o Governo Português a desenvolver esforços pela normalização das relações entre a União Europeia e a República de Cuba".

No preâmbulo do voto, intitulado "Sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio dos Estados Unidos da América à República de Cuba", é dito que o bloqueio dos EUA a Cuba "tem sido condenado pela generalidade dos países do mundo e das forças políticas portuguesas" e "continua a afetar profundamente a economia de Cuba", constituindo "o maior obstáculo ao desenvolvimento desse país".

Acrescenta-se que "nos últimos tempos foram dados passos significativos para a normalização das relações entre os Estados Unidos e Cuba e foram dados passos no sentido de mitigar algumas das consequências do bloqueio". Porém este "continua em vigor e continua a ser premente exigir a sua cessação", o que, segundo é recordado, foi um "objetivo reiterado pelo Presidente Barack Obama durante a sua recente deslocação a Cuba".

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