António Costa não rejeita cenário de acordo pós eleitoral no Porto

Secretário-geral socialista diz que a decisão caberá às estruturas locais

O PS vai sozinho às próximas eleições autárquicas no Porto, mas o secretário-geral socialista, António Costa, não rejeita um cenário semelhante ao que aconteceu há quatro anos: um acordo após as eleições com o independente Rui Moreira.

Questionado sobre esta hipótese, à entrada da convenção nacional autárquica do PS, que está a decorrer no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, António Costa afirmou que essa decisão caberá aos decisores políticos locais: "Os políticos do Porto logo decidirão como é melhor gerir o Porto".

No mesmo sentido, o líder socialista negou qualquer intervenção na decisão de avançar com um candidato próprio na Invicta tomada hoje pela concelhia socialista do Porto: "Esta é uma decisão exclusiva da Comissão Política Concelhia do Porto".

Concretizada a rutura com o atual presidente da Câmara, Rui Moreira, Costa defendeu hoje que o PS "não se impõe onde não é desejado". "Amigo não deve empatar amigo. Quando alguém se sente indesejável na companhia de outrem, deve sair", afirmou o secretário-geral socialista.

Ainda assim, Costa poupou Moreira a críticas e, pelo contrário, destacou a "relação de estima e amizade" com o autarca da Invicta e o "trabalho de grande qualidade desenvolvido nos últimos quatro anos" pela vereação portuense - que incluiu o PS. Mas houve uma exceção. Ao contrário do que fez Rui Moreira na última sexta-feira, quando revelou à SIC um telefonema com o próprio António Costa, o secretário-geral socialista recusou-se ontem a falar dessa conversa: "Quando falo com alguém é porque quero falar com essa pessoa, não costumo andar a falar das chamadas que faço".

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