Afinal, o próximo líder da CPLP será de São Tomé

Portugal tinha avançado com uma candidatura própria e não explica porque recuou (Notícia atualizada).

O próximo secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) será são-tomense, disseram à agência Lusa os chefes da diplomacia guineense e cabo-verdiana

No final de um Conselho de Ministros extraordinário da CPLP, Artur Silva (Guiné-Bissau) e Jorge Toletino (Cabo Verde) disseram que os nove países chegaram a um consenso quanto ao sucessor de Murade Murargy, em julho.

Este próximo mandato do será de quatro anos, com a primeira metade a caber a São Tomé e Príncipe e a segunda a ser assumida por Portugal, foi ainda decidido pelos chefes da diplomacia da organização.

A intenção portuguesa de liderar a Comunidade de Países de Língua Portuguesa fora assumida pelo Ministério de Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português escusou-se a comentar a razão pela qual Portugal não irá assumir em julho a liderança da CPLP.

Questionado pelos jornalistas após a conferência de imprensa final da 14.ª reunião extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que decorreu na sede da organização em Lisboa, Augusto Santos Silva respondeu com sucessivos "muito obrigado" às também sucessivas perguntas nesse sentido.

O próximo mandato do secretário-executivo da CPLP será de quatro anos e a primeira metade caberá a São Tomé e Príncipe e a segunda metade será assumida por Portugal, foi hoje decidido pelos chefes da diplomacia da organização.

Os estatutos da organização preveem que o secretário-executivo seja indicado pelos Estados-membros, de forma rotativa, por ordem alfabética crescente. Os mandatos são de dois anos, renováveis por igual período.

Portugal considerava que, à luz dos estatutos, lhe caberia agora indicar um nome para o secretariado-executivo, mas alguns países, como Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe invocaram a existência de um acordo verbal segundo o qual Lisboa não poderia candidatar-se ao cargo por acolher a sede da organização.

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