"Acho que o doutor House é um parvalhão"

Lisa Sanders é médica e escreve na New York Times Magazine uma coluna sobre casos clínicos que inspirou a criação da série de culto Dr. House. A médica esteve em Lisboa para participar num congresso e falou com o DN

Foi jornalista de televisão - 12 anos, sempre a correr de um lado para o outro -, mas um fascínio pela medicina levou-a de volta à universidade. No diagnóstico, Lisa Sanders acabou por descobrir " histórias de detetives apaixonantes", que começou a contar na New York Times Magazine, em 2002, na rubrica Diagnosis. Dois produtores de Hollywood repararam e inspiraram-se nela para criar Dr. House, série de culto durante oito anos. Lisa foi consultora desde o início, mas garante que não teve "nada a ver com a criação" do personagem. "O Dr. House", diz a médica ao DN, "é um parvalhão".

Não é uma crítica à série, claro, apenas ao caráter da sua figura central, "um médico que está completamente focado na doença, e não nos doentes", e que "é rude e malcriado. Um parvalhão", ri-se ela.

Nesse aspeto, "não é um bom modelo", porque "os médicos têm de ser capazes de estabelecer uma relação próxima com os seus pacientes e com os colegas, e têm de trabalhar em equipa", explica Lisa Sanders. No seu próprio caso, diz, é isso que faz.

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