Acesso às redes sociais através do telemóvel quadruplicou entre os jovens

Em seis anos, as mensagens deixaram de ser as mais utilizadas e deram lugar às aplicações móveis.

As conclusões ao longo de seis anos letivos (entre 2010 e 2017) de inquéritos feitos aos jovens sobre utilização de telemóveis e risco associado na exposição à radiação eletromagnética indicam que além do acesso a redes sociais no telemóvel ter aumento quatro vezes, os jovens entre os 15 e os 22 anos aumentaram três vezes a utilização da internet no telemóvel - em 2010/2011 a percentagem era de 33% e no ano letivo de 2016/2017 aumentou para 97%.

No total dos 9091 inquéritos o serviço mais usado na utilização da internet passou a ser o acesso às redes sociais, e o aumento durante os seis anos foi de tal ordem que no ano passado 92% dos jovens inquiridos tinham um tarifário que inclui pacote de dados. Esta foi a conclusão mais surpreendente para a equipa de investigadores do INOV-INESC Inovação/Instituto Superior Técnico, equipa responsável pelo projeto FAQtos no âmbito da informação em comunicações móveis.

"A evolução notória destes seis anos foi a diminuição do número de mensagens para um aumento da utilização das aplicações de mensagens que existem na internet, como o WhatsApp e o Instant Messenger", diz ao DN Luís Correia, um dos autores da investigação.

O FAQtos é desenvolvido no INOV - INESC e tem como objetivo disponibilizar publicamente informação relevante sobre radiação eletromagnética em comunicações móveis.

"Não houve grandes surpresas quanto aos resultados, apenas tivemos uma confirmação de tendências que se verifica atualmente. Um jovem hoje em dia pode aceder à internet em qualquer lado e isso implica que a percentagem de utilização de smartphones aumente", afirma o investigador.

Quanto à consciência do tempo de utilização em frente aos ecrãs, Luís Correia explica que não conseguiu perceber diretamente, por não ter tido contacto direto com os jovens. Mas os valores "não enganam e respondem que há uma diminuição do tempo gasto em chamadas para um aumento da utilização dos telemóveis para acederem às redes sociais", salienta.

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