A um dia do fim do prazo, Estado sem resposta sobre filhos do embaixador do Iraque

Termina amanhã, dia 5, à meia-noite, o prazo de 20 dias que Portugal deu ao Iraque para responder sobre levantamento da imunidade diplomática dos filhos do embaixador, que a justiça quer ouvir como arguidos

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, revelou esta quarta-feira que o Iraque ainda não respondeu ao pedido português de levantamento de imunidade diplomática dos filhos do embaixador, que agrediram Rúben Cavaco em Ponte de Sor.

O Governo português deu um prazo de 20 dias úteis para o Iraque responder a este pedido, que é o segundo das autoridades portugueses, e que termina amanhã às 24:00.

Questionado sobre se as autoridades iraquianas já responderam ao pedido, à margem da abertura de um seminário diplomático, Santos Silva disse que não.

"Tenho expectativa de que a interação que tem existido entre Portugal e o Iraque se conclua e o meu desejo é que se conclua de forma a que seja possível apurar os factos ocorridos em agosto em Ponte de Sor, identificar eventuais responsáveis e, se for caso disso, levar esses responsáveis à justiça", afirmou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros revelou, a 7 de dezembro, que convocou o embaixador do Iraque em Portugal para lhe dar "nota verbal" da renovação do pedido de levantamento da imunidade diplomática dos seus filhos, tendo-lhe sido entregue também "a cópia do ofício e a certidão remetidos pela PGR" que informou querer ouvir como arguidos os gémeos iraquianos de 17 anos, considerando por isso "imprescindível" o levantamento da imunidade diplomática dos dois irmãos.

No dia 17 de agosto, Rúben Cavaco foi agredido em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, pelos filhos do embaixador do Iraque em Portugal. Os dois admitiram publicamente serem autores das agressões.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG