A ministra da Administração Interna será ouvida em comissão parlamentar

Constança de Sousa e o ex-presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) vão ser ouvidos no Parlamento, para explicar a demissão deste responsável do cargo.

Na sequência da demissão de Francisco Grave Pereira da presidência da ANPC, após o inquérito ao caso dos helicópteros Kamov, o PSD pediu que a ministra Constança Urbano de Sousa e este responsável fossem ouvidos na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

O deputado do PSD Abreu Amorim disse que a ida da ministra da Administração Interna à comissão parlamentar foi aprovada esta quarta-feira por todos os partidos, com a abstenção do PS.

Também a deslocação do ex-presidente da ANPC àquela comissão foi aprovada por todos os partidos, à exceção do PS.

Abreu Amorim adiantou que o pedido de audição à ministra e ao ex-presidente da ANPC foi feito com "a máxima urgência", sendo também objetivo que os dois sejam ouvidos no mesmo dia.

Na sequência do inquérito realizado pela Inspeção-geral da Administração Interna (IGAI), a pedido do anterior Governo, sobre a gestão dos meios aéreos, que incluiu os helicópteros Kamov, Francisco Grave Pereira apresentou, na semana passada, a demissão do cargo.

Segundo a ministra da Administração Interna, os resultados do inquérito da IGAI seguiram para o Ministério Público.

De acordo com a imprensa, a IGAI imputa a Francisco Grave Pereira "violação do dever de zelo na forma como a autoridade geriu o processo de transferência dos seis helicópteros pesados Kamov para a empresa que os está a operar, a Everjets".

A abertura do inquérito surgiu após a ANPC ter detetado problemas "graves no estado das aeronaves", que ditaram a impossibilidade de os helicópteros estarem em plena condição de serem operados, durante o processo de transferência dos Kamov para a empresa que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos para os próximos quatro anos.

Na audição, a ministra da Administração Interna vai também ser questionada sobre o regime excecional de dispensa dos funcionários da administração pública que são bombeiros voluntários, que este ano não foi aprovado pelo Governo.

Esta audição foi igualmente pedida pelo PSD.

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