Costa salienta "amor" dos EUA e de Portugal pela democracia e liberdade

Recordou o percurso histórico de Portugal e dos Estados Unidos para justificar a existência de uma aliança entre os dois países

O primeiro-ministro, António Costa, manifestou-se confiante na solidez futura das relações entre Portugal e Estados Unidos, defendendo que os dois países estão unidos por valores comuns como o amor à liberdade e à democracia.

António Costa falava perante centenas de portugueses e de lusodescendentes em Providence, no estado de Rhode Island, depois de ter participado na festa do 'Waterfire', integrada no Dia de Portugal, que é considerada a maior romaria da comunidade portuguesa nos Estados Unidos.

Na breve intervenção, o primeiro-ministro recorreu ao percurso histórico de Portugal e dos Estados Unidos para justificar a sua tese sobre a existência de uma aliança estrutural entre os dois países, independentemente das conjunturas mundiais.

"É absolutamente essencial continuarmos a estreitar as relações entre Portugal e os Estados Unidos, porque somos ambos duas democracias, ambos amamos a liberdade e o esforço e o respeito de cada um para construir a prosperidade. É nessa comunidade de valores que Portugal e os Estados Unidos vão continuar a construir um futuro cada vez mais próximo através deste oceano Atlântico que une os nossos dois países", disse.

António Costa dirigiu também palavras à comunidade portuguesa, dizendo que o objetivo dos órgãos de soberania nacionais "é estreitar cada vez mais as relações com a diáspora portuguesa".

"Por isso, a Assembleia da República aprovou uma nova lei da nacionalidade que facilita aos netos dos portugueses a obtenção da nacionalidade. Por outro lado, o Governo aumentou o prazo de validade do cartão do cidadão, assegurando-se que cada titular está automaticamente recenseado para poder participar nas eleições em Portugal. É muito importante a vossa participação, quer aqui nos Estados Unidos, quer lá em Portugal", apelou ao voto.

Visita continua até sábado

Tal como tinha feito horas antes em Boston, o líder do executivo referiu-se ao programa de visita aos Estados Unidos, que termina no próximo sábado e que servirá para apresentar aos Estados Unidos uma mensagem do "Portugal moderno" em construção, num discurso em que salientou a solidez e a antiguidade da aliança entre portugueses e norte-americanos.

"Todo este mês de junho contará com um extenso programa de eventos culturais, científicos e económicos para celebrar o nosso país nos Estados Unidos. Um programa que vai desenvolver-se em 60 cidades e em 12 diferentes Estados. Nunca esqueceremos que as comunidades portuguesas prolongam o país para além das suas fronteiras", referiu.

Em inglês, o líder do executivo caraterizou os Estados Unidos como "um sonho" para várias gerações de emigrantes, "uma ideia de liberdade, progresso e prosperidade, baseada em valores democráticos espalhados por todo o mundo".

Vou ficar esta semana nos Estados Unidos para promover o investimento em Portugal, mas sei que o meu trabalho está muito facilitado, porque sempre que falamos com um americano ele conhece bem Portugal através de cada um de vós. Esse é o melhor cartão-de-visita que Portugal pode ter nos Estados Unidos

"Muitos portugueses atravessaram o oceano para chegar aos Estados Unidos, país de oportunidades, e são agora um exemplo de integração bem sucedida", disse, depois de elogiar os cidadãos luso-americanos com dupla nacionalidade: "O vosso sucesso orgulha Portugal".

Antes do discurso de António Costa, a governadora do estado de Rhode Island, Gina Raimondo, num gesto invulgar, assinou na tribuna dos oradores um decreto que permite aos membros da comunidade portuguesa usarem um emblema com as cores e o escudo nacional na matrícula dos seus carros.

Uma decisão de caráter simbólico, cuja importância é de difícil compreensão para os residentes em Portugal, mas que foi muito saudada pelos portugueses e lusodescendentes.

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