André Ventura reiterou esta terça-feira, 26 de maio, que é possível baixar a idade da reforma, dando o exemplo de França e dos países nórdicos, apesar de o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho ter-se oposto à ideia. "Ele tem a convicção dele, eu tenho a minha. Acho que é possível. França tem nos 64 anos e países nórdicos nos 65 anos. É para isso que vamos lutar. Temos de refletir esta ideia de trabalhar até morrer e sempre a pagar impostos. Tento dar os meus argumentos ao país, o país é que escolhe, é que vota. Teremos oportunidade de falar e convergir, mas não teremos de estar de acordo em todas as matérias. Estamos de acordo no espírito reformista", afirmou o líder do Chega, julgando que Passos Coelho "concordaria" com a revisão constitucional que o seu partido propõe.Ainda sobre o antigo líder do PSD e do Governo, Ventura admite que não tem tido com Passos Coelho "a proximidade física que até fazia falta" e vê como positivo o ressurgimento do antigo primeiro-ministro. "Tenho visto José Sócrates nas televisões e prefiro o ressurgimento de Passos Coelho. Acho que é positivo termos o ressurgimento de um ex-primeiro-ministro que não é corrupto nem nos roubou", frisou, à entrada para a apresentação do livro A Constituição Fluida da autoria do constitucionalista Carlos Blanco de Morais, cuja apresentação estará a cargo de Pedro Passos Coelho no Auditório da Faculdade de Direito de Lisboa.Sobre as suspeitas de irregularidades no SIRESP, Ventura diz que "são graves e merecem a atenção do antigo primeiro-ministro, Presidente da República e partidos da oposição", afirmando que o Ministério da Administração Interna "tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP".