Sebastião Bugalho
Sebastião Bugalho Foto: Leonardo Negrão

Sebastião Bugalho: “Ser porta-voz do PSD em Bruxelas é um não-assunto”

O novo vice-presidente do PSD considera não existir problema na acumulação das funções de eurodeputado, em Bruxelas, com o novo papel de porta-voz do partido, e rejeita que a distância de Lisboa seja um obstáculo. E faz também um balanço positivo do congresso deste fim de semana, defendendo que a reunião contrariou expectativas de críticas internas e deu sinais de apoio à liderança de Luís Montenegro.
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Sebastião Bugalho considera não existir problema na acumulação das funções de eurodeputado, em Bruxelas, com o novo papel de porta-voz do PSD, que exigirá acompanhamento da política nacional e da comunicação do partido em Lisboa.

“Nunca descartei o trabalho político junto dos eleitores enquanto eurodeputado e nunca tive dificuldade em conciliar uma coisa com a outra”, afirma ao DN o eurodeputado, que foi cabeça de lista do PSD nas últimas eleições europeias.

Para Bugalho, a distância geográfica não impede o exercício das novas funções. “É um não-assunto, que estranho sinceramente ser reproduzido por jornalistas, que são os primeiros a saberem a velocidade com que a informação e a comunicação chegam a qualquer lado hoje em dia”, acrescentou.

O eurodeputado passa a integrar a direção do PSD e vai ser o porta-voz do partido. A entrada de Bugalho foi uma das novidades anunciadas por Luís Montenegro na tribuna do congresso social-democrata deste fim de semana. Para a direção entram também Carlos Moedas e Pedro Duarte, conselheiros de Estado e presidentes das Câmaras de Lisboa e do Porto.

Bugalho desvaloriza também o episódio envolvendo Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira e presidente da mesa do congresso. “Não há estrelas”,afirmou Albuquerque, numa referência ao protagonismo interno, mas Bugalho respondeu depois nas redes sociais com uma fotografia dos dois acompanhada da legenda “duas estrelas”.

Ao DN, Bugalho afasta qualquer tensão. “É outro não-assunto. Jantámos à mesma mesa nesse dia. Tenho estima por ele”, disse.

Sobre o congresso do PSD, Sebastião Bugalho fez um balanço positivo e rejeitou a ideia de que a reunião magna tenha evidenciado divisões internas.

“Diziam que ia ser um congresso de críticas internas. Não foi. Diziam que ia ser um congresso de rutura com os partidos da oposição parlamentar. Não foi. Pelo contrário. Os militantes deram sinais claros de apoio aos governantes. E o partido, por via das moções e intervenções, deu um claro sinal de vivacidade à liderança renovada”, afirma.

O novo porta-voz do PSD defendeu ainda que o partido sai mobilizado do congresso. “Um partido que ganhou duas legislativas num ano, venceu umas locais há nove meses e governa ambas as regiões autónomas tem razões para se sentir mobilizado e preparado para projetar futuro. Nestes dois anos de mandato, estou certo que os portugueses sentirão os resultados do nosso trabalho”, conclui.

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