A líder do PS/Madeira, Célia Pessegueiro
A líder do PS/Madeira, Célia PessegueiroCélia Pessegueiro/Facebook

PS/Madeira acusa executivo regional de “insensibilidade gritante” face ao aumento do custo de vida

A líder regional do PS acusou o executivo madeirense de esbanjar dinheiro público em setores que não prestam serviço público, como campos de golfe, em vez de baixar o custo de vida dos madeirenses.
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A líder do PS/Madeira, Célia Pessegueiro, acusou esta segunda-feira, 21 de setembro, o executivo regional de "insensibilidade gritante" face ao aumento do custo de vida no arquipélago, sobretudo ao nível dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens alimentares.

"A insensibilidade do Governo [Regional] nesta matéria é gritante e vê-se logo pela falta de propostas, pela falta de iniciativas", disse, vincando que a atividade parlamentar na região começa terça-feira, após as férias de verão, sem qualquer diploma em agenda do PSD ou do CDS-PP, partidos que suportam o executivo em coligação.

Célia Pessegueiro falava aos jornalistas no âmbito da reunião da Comissão Política do PS/Madeira, que decorreu na sede do partido, no Funchal.

"Este início do ano parlamentar tem uma particularidade, que é o facto de na agenda de trabalhos estarem 12 pontos e os 12 pontos serem do Partido Socialista", disse, reforçando: "Não há propostas de outros partidos, não há propostas do Governo Regional."

A líder regional do PS acusou o executivo madeirense, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, de esbanjar dinheiro público em setores que não prestam serviço público, como campos de golfe, em vez de baixar o custo de vida dos madeirenses, nomeadamente ao nível da habitação, combustíveis e bens alimentares.

"O Governo Regional não adiantou medidas estruturais para baixar o custo de vida na Madeira, ao contrário dos apelos que o Partido Socialista tem lançado, porque os custos dispararam de tal forma que há famílias que pura e simplesmente não conseguem suportar", observou.

Célia Pessegueiro criticou o executivo por se recusar a baixar o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), considerando que é mais alto na Madeira do que no continente e nos Açores, e, por outro lado, defendeu a transferência para as autarquias de parte das receitas do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) da restauração, alojamento e serviços cobradas nos respetivos concelhos, para ser aplicada em programas de apoio à recuperação de imóveis degradados.

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