O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo
O secretário-geral do PCP, Paulo RaimundoJOSÉ COELHO/LUSA

PCP sem medo de eleições defende que Governo deve cair “o mais depressa possível”

Paulo Raimundo ironizou que, se o Governo e a atual maioria da Assembleia da República fossem derrotados, “ontem já era tarde”, tendo em conta a situação atual do país e o que se prevê para o futuro.
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O secretário-geral do PCP defendeu esta quarta-feira, 4 de novembro, que o Governo e a atual maioria parlamentar devem ser derrotados “o mais depressa possível”, rejeitando o medo de eleições antecipadas e remetendo para os sindicatos a convocação de uma greve geral.

“Esta política, este Governo e esta maioria na Assembleia da República não servem o país. É preciso derrotá-la o mais depressa possível. Ora, quem diz isto, com a responsabilidade [...] nós medimos as palavras e as vírgulas, quem diz isto não é alguém que propriamente esteja a temer alterações ou antecipações de calendários ou eleições”, afirmou Paulo Raimundo numa conferência de imprensa na Assembleia da República.

O líder comunista tinha sido questionado sobre as declarações de Renata Cambra, porta-voz dos Trabalhadores Unidos (TU) e um dos principais rostos dos protestos pela habitação, que disse, em entrevista à TSF, que já poderia ter sido convocada uma greve geral se a direção do PCP não estivesse preocupada com as consequências eleitorais da queda do Governo.

Paulo Raimundo ironizou que, se o Governo e a atual maioria da Assembleia da República fossem derrotados, “ontem já era tarde”, tendo em conta não apenas a situação atual do país, mas também o que se prevê para o futuro.

“Quem diz isto, quem afirma isto com esta responsabilidade, não é propriamente quem esteja com receio de eleições. Não sei se está claro o que eu estou a dizer com isto. Essa acusação pode ser feita para muitos”, insistiu.

Sobre se apoia a convocação de uma greve geral, como tem sido reivindicado em alguns dos protestos pela habitação, o secretário-geral do PCP sublinhou que “quem convoca as greves gerais são as centrais sindicais” e recordou que a CGTP já avançou com duas greves gerais este ano contra o pacote laboral.

Raimundo destacou a manifestação nacional convocada pela CGTP para 21 de novembro, argumentando que “quantos mais força tiver” esse protesto, “mais força terão as formas de luta que se desenvolverão a seguir”.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo
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