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Nuno Correia da Silva anuncia candidatura à liderança do CDS-PP

Antigo deputado diz que não se nota que o CDS-PP “esteja a exercer influência no Governo” e aponta falta ambição ao partido liderado por Nuno Melo.
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O antigo deputado centrista Nuno Correia da Silva vai voltar a candidatar-se à liderança do CDS-PP no congresso de maio, apresentando uma moção global na qual considera que o partido precisa de se afirmar.

O conselheiro nacional apresentou uma das quatro moções globais ao congresso que está agendado para os dias 16 e 17 de maio, intitulada “Liberdade em movimento”.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Correia da Silva considerou “importante que o CDS volte a ter fronteiras bem definidas no espaço político, volte a ter as suas bandeiras e a levantá-las bem alto”. 

O CDS-PP “precisa de afirmação e precisa de se fazer notar”, acrescentou, considerando que tem existido “uma diluição do partido” na coligação com o PSD, que o levou de volta ao parlamento e ao Governo.

Correia da Silva afirmou que não se nota que o CDS-PP “esteja a exercer influência no Governo” e apontou falta ambição ao partido liderado por Nuno Melo.

O candidato argumentou que se as bandeiras dos centristas “estiverem salvaguardadas dentro da coligação da AD, pois deve continuar na coligação da AD”, mas não deve “sacrificar as ideias para ir para a coligação”.

Nuno Correia da Silva deu como exemplo as alterações à legislação laboral, e considerou que “a questão fundamental que está ausente da discussão é a valorização do trabalho e a justa remuneração do trabalho”.

“E esta é uma questão cara ao CDS, o valor do trabalho, a justa recompensa, sentir que vale a pena produzir. O CDS deve ser o partido dos produtores, o partido dos contribuintes”, sustentou. 

O candidato considerou que o CDS-PP tem “de se assumir” também como o “partido da família e o partido da solidariedade, esta é a matriz da democracia cristã”.

Nuno Correia da Silva apresentou uma moção de estratégia global no congresso de 2022 e apresentou-se como candidato à liderança, mas acabou por retirar a moção e não a levou a votos.

A apresentação de uma moção de estratégia não implica, segundo os regulamentos e os estatutos do CDS, uma candidatura à liderança. No entanto, “para serem candidatos a presidente do partido os militantes terão de ser primeiros subscritores de uma Moção de Estratégia Global”, segundo o regulamento do congresso.

Nuno Correia da Silva é conselheiro nacional do CDS-PP. Foi vogal da Comissão Política Nacional, vereador na Câmara de Lisboa, líder da Juventude Centrista, e deputado na VII legislatura, entre 1995 e 1999, quando Manuel Monteiro liderava o CDS-PP, tendo integrado a sua direção.

Saiu do CDS em 2003 com o antigo líder, para o partido Nova Democracia, tendo regressado ao CDS-PP em 2016.

Assumiu funções de vereador em Lisboa (em resultado da saída de membros eleitos na lista de Assunção Cristas em 2017) e apoiou João Almeida no congresso de 2020, mas aceitou integrar a comissão política liderada por Francisco Rodrigues dos Santos, tendo sido cabeça de lista por Viseu nas autárquicas de 2021.

O 32.º Congresso do CDS-PP vai acontecer nos dias 16 e 17 de maio, em Alcobaça, distrito de Leiria.

Também o atual presidente do partido, Nuno Melo, que lidera o CDS-PP desde 2022, indicou que será novamente candidato à liderança.

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