Nova associação de “moderados” quer repensar o país a partir do Porto
A Associação Juntos pelo Futuro, um think thank composto por “moderados” ligados ao PS, PSD e CDS, atingiu a marca dos cem associados. O marco foi oficializado durante a assembleia-geral extraordinária que teve lugar na quarta-feira à noite.
Ao DN, o advogado Filipe Lobo D’Ávila, antigo vice-presidente do CDS e membro da direção da associação, frisou que este movimento visa criar pontes entre pessoas de várias sensibilidades políticas (ver listagem abaixo), mas que têm em comum a defesa de um modelo económico e social assente na dignidade humana e na rejeição tanto de visões estatizantes como neoliberais.
Sediada no Porto e formalizada através de uma Carta de Princípios aprovada em fevereiro de 2026, a Associação Juntos pelo Futuro assume como missão primordial “a defesa da dignidade da pessoa humana como pilar da vida coletiva”, disse o responsável, acrescentando que se trata de um espaço de reflexão “rigorosamente independente, plural e não-partidário, focado em promover a moderação e a participação cívica em torno dos desafios estruturantes que condicionam o desenvolvimento de Portugal”.
“Não somos um movimento partidário, nem dependemos de partidos”, salientou o advogado, afirmando que a pluralidade é uma das “marcas distintivas” do crescimento da associação, numa altura em que a democracia enfrenta desafios crescentes causados pela polarização e pelos extremismos.
“Entre os associados contam-se hoje advogados, académicos, médicos, gestores, economistas, jornalistas e engenheiros, além de representantes de diversas instituições. Esta diversidade de origens e sensibilidades é considerada essencial pela direção para garantir um debate livre de condicionalismos”, salientou Filipe Lobo D’Ávila, que foi também antigo secretário de Estado da Administração Interna e deputado, tendo abandonado o CDS em 2024.
“Chegar aos 100 associados é o sinal claro de que existe uma necessidade real na sociedade portuguesa: a de criar um espaço livre, onde pessoas com diferentes percursos possam pensar o país em conjunto, sem agendas partidárias ou ‘donos’. Queremos colocar o conhecimento da sociedade à disposição de todos, criando uma plataforma de diálogo que não pretende doutrinar, mas sim valorizar a individualidade e a experiência de cada um”, afirmou.
A associação tem vindo a apostar na ação social, através do apoio a estudantes universitários deslocados. E outro dos seus objetivos é assumir-se como um think tank de referência a partir do norte do país. “
Este centro de reflexão pretende produzir conhecimento técnico, promover debates informados e apoiar decisões estratégicas para o futuro do país, pautando-se pela independência analítica e pela capacidade de síntese entre diferentes áreas do saber”, acrescentou.
Membros Associados da “Associação Juntos pelo Futuro”
• Abel Batista, jurista e técnico superior.
• Agostinho Guedes, professor universitário e advogado.
• Alexandrina Martins, presidente da sociedade portuguesa de terapeutas da fala.
• Ana Camilo, técnica superior da Administração Pública.
• Ana Filipa Urbano, advogada, presidente do Observatório dos Direitos Humanos.
• Ana Luísa Peres, médica dentista.
• Ana Mafalda Ferreira Leite, técnica superior em unidade hospitalar.
• Ana Paula Peres, médica dentista.
• Ana Rita Peres, advogada.
• André Rodrigues Barbosa, advogado.
• Ângela Maria Santos, professora.
• António Figueiredo dos Santos, aposentado.
• António Marques, diretor financeiro da Escola Portuguesa de Moçambique.
• António Saraiva, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.
• António Simões Pinheiro, empresário e jurista.
• Arnaldo Xarim, economista.
• Artur Cassiano, jornalista.
• Artur Costa, gestor bancário.
• Bruno Ferreira da Costa, professor universitário.
• Carlos Barroca, professor.
• Carlos Robalo Cordeiro, médico e professor.
• Catarina Freitas, arquiteta.
• Clara Tavares, investigadora científica.
• Daniel Morgado, revisor oficial de contas.
• Daria Krashennikova, investidora.
• Denisa Amor Ferreira Silva, educadora de infância.
• Eduardo Fernandes, ex-diretor da Escola Portuguesa de Luanda.
• Elsa Leonardo, advogada e empresária.
• Fátima Pimenta, engenheira e empresária.
• Fernando Camelo de Almeida, diretor comercial.
• Fernando Peres, médico dentista e tricampeão nacional de Ralis.
• Filipe Araújo, engenheiro e empresário.
• Filipe Lobo d’Avila, advogado.
• Guilherme Herculano Freitas Fernandes , gestor hoteleiro.
• Gonçalo Dorotea Cevada, fiscalista.
• Hélder Jesus Brito da Silva, provedor da Santa Casa Vila Nova da Barquinha.
• Hélder Vaz, gestor tributário.
• Helena Macedo, técnica superior.
• Helena Tavares, jurista.
• Hélio Loureiro, chef, escritor e comunicador.
• Hugo Vasques, médico cirurgião.
• Isabel Campos, aposentada.
• Isidro de Brito, gestor, empresário e candidato a Presidente da Organização Mundial da Família.
• Joana Resende, arquiteta.
• João Casanova de Almeida, professor.
• João Lagos, tricampeão nacional absoluto de ténis, ex-tenista e empresário organizador do Estoril Open e diferentes eventos desportivos.
• João Luis Almeida, trader.
• João Medeiros, consultor.
• João Paulo Pereira, psicólogo clínico.
• João Pedro Begonha, gestor e dirigente associativo.
• Joaquim Ramos Costa de Castro, aposentado.
• Jorge Costa Rosa, advogado.
• Jorge Ferreira, professor e editor.
• Jorge Miguel Costa Rosa, advogado.
• José Carmo, revisor oficial de contas.
• José Diogo Ferreira, licenciado em Gestão.
• José Manuel Araújo, licenciado em Direito, técnico de administração parlamentar.
• José Manuel Lemos Diogo, geógrafo e professor.
• José Pereira Losada, advogado.
• José Vitor Freitas , gestor.
• Lara Amor Ferreira Silva, estudante de Direito.
• Luis Mira, secretário-geral da CAP.
• Luis Silva, operário fabril.
• Luis Vieira, empresário.
• Leonor Lobo d’Avila, estudante de economia.
• Maria do Carmo Machado, professora.
• Maria José Motta Sobreira, professora.
• Maria José Teixeira, empresária da restauração.
• Maria Miguel Brandão, doutoranda em Recursos Humanos.
• Mário Antunes Varela, polícia e jurista.
• Miguel Gomes, médico dentista e professor.
• Miguel Gonçalves, responsável de segurança de informação.
• Miguel Pina e Cunha, professor universitário.
• Miguel Pires da Silva, empresário e antigo presidente da Juventude Popular.
• Miguel Soares de Oliveira, médico, economista e antigo presidente do INEM.
• Nuno Borges, revisor oficial de contas.
• Nuno Cancela de Abreu, enólogo.
• Paula Brito Medeiros, professora.
• Paula Camelo de Almeida, professora e gestora.
• Paula Campos, engenheira.
• Paula Vieira de Castro, professora.
• Paulo Almeida, advogado.
• Paulo Francisco, gestor.
• Paulo Gomo, músico.
• Paulo Pimenta, engenheiro e empresário.
• Pedro Baganha, arquiteto.
• Pedro Oliveira, investidor.
• Pedro Santos Azevedo, advogado.
• Raul Camelo de Almeida, gestor.
• Renata Martins D’Abreu, empresária.
• Ricardo Dourado Leite, médico oftalmologista.
• Ricardo Manuel Rodrigues Martins, gerente industrial.
• Ricardo Oliveira Pinto, médico dentista.
• Ricardo Valente, economista.
• Rodrigo Lobo d’Avila, engenheiro.
• Roque Brandão, presidente do Instituto Superior de Engenharia do Porto.
• Rui Vinhas, engenheiro, gestor.
• Sandra Macedo, gestora de projeto.
• Sofia Antunes Varela, polícia e jurista.
• Susana Castanheira Lopes, professora e anterior DG Administração Escolar.
• Tiago Leite, gestor.
• Tomás Lobo d’Avila, estudante de Direito.
• Virgílio Nóbrega, jornalista.
• Vítor Tito, consultor.
• Vitor Correia de Almeida, médico dentista.

