Luís Montenegro, primeiro-ministro.
Luís Montenegro, primeiro-ministro.FOTO: EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

Montenegro diz que vai promover a paz e o desenvolvimento e que ONU precisa de ser “mais consequente”

O líder do Governo português considera que a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU, por um período de dois anos, é um reconhecimento do papel do país.
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O primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira, 6 de junho, que Portugal vai promover a paz e o desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU, defendendo que a organização precisa de um novo impulso para ser “mais consequente”.

À chegada para uma reunião entre os líderes da União Europeia (UE) e os seus homólogos dos Balcãs Ocidentais, em Tivat (Montenegro), Luís Montenegro frisou que os europeus e os países da região estão a trilhar um “caminho de paz e de desenvolvimento”, fazendo um paralelismo com a eleição de Portugal para membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU.

“Essa é a marca que nós queremos levar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, cuja eleição eu quero aqui, mais uma vez, congratular do ponto de vista do envolvimento de todos os órgãos de soberania e da nossa diplomacia”, vincou.

O líder do Governo português considera que a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU, por um período de dois anos, é um reconhecimento do papel do país “enquanto interveniente na cena internacional, enquanto promotor da resolução de conflitos, da promoção da dignidade das pessoas e do desenvolvimento económico”.

“São os eixos fundamentais que nós vamos levar a partir de janeiro de 2027 – assumiremos a presidência do Conselho de Segurança logo nessa ocasião – para podermos espelhar em todas as nossas áreas de intervenção e também na UE”, afirmou, salientando que os “portugueses estão de parabéns e devem estar muito entrosados com este reconhecimento”. “Talvez em Portugal não se esteja a dar o devido valor” à eleição para o Conselho de Segurança, considerou.

“Talvez se desse mais valor se não tivéssemos conseguido a eleição - e logo na primeira volta, sendo o país mais votado -, mas, independentemente disso, aquilo que me parece importante é que uma nação com quase nove séculos de história continua a ser uma nação que aproxima, promove o bem-estar, o reconhecimento dos direitos humanos”, prosseguiu, realçando que Portugal “promove e cultiva uma grande participação nas grandes questões que o mundo enfrenta hoje, sejam elas a sustentabilidade ambiental”, através do aproveitamento dos recursos naturais e do espaço marítimo nacional, ou a “resolução dos conflitos”.

“E as Nações Unidas precisam desse impulso de valorização para poderem renovar-se, regenerar-se para um novo ciclo que possa ser mais eficiente e consequente do que aquilo que foi agora até este momento”, vincou.

Portugal foi eleito, esta quarta-feira, 4 de junho, como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, liderando a votação do grupo Europa Ocidental e Outros Estados, com 134 votos, a par da Áustria, tendo ficado acima dos 127 votos necessários (dois terços dos votantes) para a eleição, enquanto a Alemanha teve uma derrota inédita.

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