Luís Montenegro pede responsabilidade à oposição para a discussão sobre o Orçamento do Estado
Luís Montenegro pede responsabilidade à oposição para a discussão sobre o Orçamento do EstadoFoto: Reinaldo Rodrigues

Montenegro avisa que “os tempos não estão para brincadeiras” e pede responsabilidade à oposição no Orçamento

Primeiro-ministro promete um Orçamento “à moda do PSD e da AD”, rigoroso e enxuto, e admite que poderão ser necessários mais apoios para responder ao aumento do custo de vida.
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O primeiro-ministro apelou esta terça-feira à responsabilidade da oposição na apreciação do próximo Orçamento do Estado para continuar a haver estabilidade política em Portugal, avisando que há espaço para melhorar mas não para deturpar o documento.

Numa intervenção na abertura do Conselho Nacional, Luís Montenegro prometeu apresentar à Assembleia da República "um Orçamento à moda do PSD e da AD", o que classificou como sendo "rigoroso e enxuto".

"Esperamos o sentido de responsabilidade da Assembleia da República para continuarmos a ter também estabilidade política, condições para cumprir esta legislatura e para deixar aos portugueses a apreciação em 2029 do mérito do trabalho do Governo e do mérito do trabalho das oposições", afirmou.

O líder do PSD defendeu que "é assim que uma democracia madura deve fazer e é assim também que se marca a diferença e se alimenta a reputação do país no exterior", apelando aos partidos para que possam dar contributos, realçando que o Governo está a ouvir todos no parlamento.

"Convidamos todos a poderem votar o Orçamento do Estado e melhorá-lo, não para deturpar nem prejudicar a execução do orçamento (…) Os tempos não estão para brincadeiras, os tempos não estão para aventuras, os tempos estão para sentido de futuro, sentido de responsabilidade", disse, reiterando que, no final da legislatura, os eleitores poderão "valorizar o mérito dos seus posicionamentos".

Sobre o aumento do custo de vida, o primeiro-ministro não excluiu que possam ser necessários mais apoios, mas reiterou que o Governo não quer "onerar todos no futuro".

"Não sei dizer, nem sei dizer aos portugueses se isto vai ser suficiente e por quanto tempo vamos precisar destes apoios. E também não sei dizer se vamos precisar de outros. O que sei e tenho obrigação de dizer é que cá estaremos quando for necessário", afirmou.

O líder do Governo PSD/CDS-PP prometeu que o executivo irá "conciliar o objetivo de não deixar ninguém para trás, de apoiar quem tem de ser apoiado, com o objetivo de não onerar todos e em particular aqueles que são os mais frágeis no futuro".

"Quando há uma crise financeira, quando há um problema financeiro, sofre sempre mais quem tem menos. Quando nós acautelamos o futuro, nós estamos a pensar especialmente naqueles que têm mais vulnerabilidade. Esse é o nosso crédito", referiu.

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