Ministro admite que setor da terraplanagem “tem sido esquecido” e garante estar a analisar pretensões
JOSÉ COELHO/LUSA

Ministro admite que setor da terraplanagem “tem sido esquecido” e garante estar a analisar pretensões

Miguel Pinto Luz tem reunião agendada para segunda-feira com os empresários que na manhã desta sexta-feira estão em protesto com uma marcha lenta em três autoestradas.
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O ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu esta sexta-feira, 25 de setembro, enquanto decorria uma marcha lenta de mais de 400 camiões desde Lordelo, em Paredes, até Coimbra, estar “a analisar as pretensões” dos empresários ligados às terraplanagens relativamente ao preço dos combustíveis, admitindo que o setor “tem sido esquecido” nas medidas até agora tomadas pelo Governo.

“São transportadores que, muitos deles, são detentores da sua própria frota e que não foram ou que não são englobados nem nestas [últimas medidas], nem em nenhumas do passado, deste ou de outro governo”, afirmou Miguel Pinto Luz em declarações aos jornalistas à margem da “CNN Portugal Summit i9 Cascais - Living the Future”, que decorre em Cascais.

Reconhecendo que “é um setor que, de alguma forma, tem sido esquecido” nas medidas tomadas até agora para limitar o impacto da escalada do preço dos combustíveis, o ministro considerou que “não [o] pode ser”, pelo que o Governo está “a analisar as suas pretensões”.

“[Com] estas empresas especificamente, porque têm um tipo de ação diferente de todas as outras, temos que ter uma abordagem diferente, é um nicho de mercado que não pode ser esquecido”, sustentou.

Empresários do setor das terraplanagens estão a promover esta sexta-feira uma marcha lenta que arrancou pelas 07:40 da entrada de Lordelo, Paredes, da A42, com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis. A expetativa era de que até ao destino final se juntassem cerca de 400 camiões.

Ministro admite que setor da terraplanagem “tem sido esquecido” e garante estar a analisar pretensões
Marcha lenta com camiões do setor das terraplanagens está a caminho de Coimbra

Garantindo que “o Governo continua em diálogo e quer encontrar as soluções”, Miguel Pinto Luz confirmou que irá receber os representantes destes empresários na segunda-feira, às 11:00, tal como estes já tinham avançado ao início desta manhã à agência Lusa.

“Na segunda-feira irei ouvir as reivindicações, iremos encetar o diálogo e, depois, faremos a nossa avaliação”, afirmou o ministro, acrescentando: “Nessa altura tomaremos uma posição especificamente sobre este setor que agora está a reivindicar”.

Garantindo que “o Governo continua em estreito diálogo com todos”, o ministro das Infraestruturas e Habitação salientou que o executivo “não cristalizou o limite dos seus apoios agora”.

“Continuamos a trabalhar para todos. Temos medidas, faremos mais se for preciso. Estamos a monitorizar e a perceber aquilo que vamos fazer no futuro”, assegurou.

A marcha lenta organizada hoje reúne empresas ligadas à extração de inertes, transportes, movimentação de terras e outras do ramo das terraplanagens.

Este subsetor da construção civil sente-se "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo, "um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que as empresas apresentam aos clientes.

"Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro", concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, salientando que esta "subida histórica" está a levar a um "cenário insustentável".

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