Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS-PP
Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS-PPLeonardo Negrão / Global Imagens

Líder parlamentar do CDS-PP pede a CGTP que atribua medalha de mérito a André Ventura

Paulo Núncio diz que desde Álvaro Cunhal, “pouca gente terá feito tanto pela causa do sindicalismo comunista como o deputado André Ventura nos últimos tempos”
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O líder parlamentar do CDS-PP apelou esta terça-feira (7 de julho) à CGTP para atribuir uma medalha de mérito ao presidente do Chega, André Ventura, depois de ter chumbado com a esquerda a proposta de revisão da lei laboral do Governo.

No encerramento das jornadas parlamentares do PSD/CDS-PP, em Cascais (distrito de Lisboa), Paulo Núncio disse ao Chega que “não dá para ser de direita e comunista ao mesmo tempo”.

“Diz-me com quem andas, diz-me com quem tens o punho erguido e eu dir-te-ei quem és. De tanto querer agradar à esquerda, o Chega é hoje o maior aliado da esquerda e da extrema-esquerda contra o governo da AD”, acusou.

Numa nota irónica, deixou um apelo direto ao secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira.

“E o apelo é muito simples. Pelos distintíssimos serviços prestados ao sindicalismo comunista, o deputado André Ventura merece receber a medalha de mérito da CGTP”, afirmou, acrescentando que, desde Álvaro Cunhal, “pouca gente terá feito tanto pela causa do sindicalismo comunista como o deputado André Ventura nos últimos tempos”.

Paulo Núncio destacou os resultados do Governo PSD/CDS-PP em três áreas: a economia, o apoio aos mais frágeis e no “virar de página do delírio ‘woke’”.

“Porque governar não é só administrar bem as finanças públicas, também é proteger os valores e as causas em que acreditamos. E na frente mais prioritária, a das nossas crianças”, disse.

O líder parlamentar do CDS-PP defendeu que é preciso “proteger as crianças da tragédia das terapias hormonais”.

“Vamos acabar com as terapias hormonais para mudança de sexo em crianças. Mas não ficamos por aqui. Queremos proteger o direito constitucional à liberdade de aprender, à participação das famílias na educação dos seus filhos e a um ensino livre de amarras ideológicas, como defendeu e bem o nosso primeiro-ministro”, disse.

Paulo Núncio incluiu ainda neste ponto a defesa dos símbolos nacionais, numa referência à chamada lei das bandeiras, que foi vetada pelo Presidente da República e será alvo de reapreciação parlamentar depois do verão.

“As bandeiras devem ser símbolos de unidade, não de divisão entre os portugueses. E os edifícios públicos não devem ser usados para campanhas políticas ideológicas que dividem a nação portuguesa”, afirmou.

Para os próximos anos, o líder parlamentar do CDS-PP apelou a que não se esqueçam as razões pelas quais os portugueses deram a vitória à AD em duas legislativas antecipadas.

“Para governar com resultados, para transformar Portugal, para fazer mudanças, para trabalhar e avançar, sem medos e com confiança”, afirmou.

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