Governo cria grupo de trabalho para analisar ecossistema nacional de investigação e inovação
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Governo cria grupo de trabalho para analisar ecossistema nacional de investigação e inovação

O grupo de trabalho, formado ainda em janeiro, terá até 24 de fevereiro para produzir e apresentar um relatório final técnico com os temas-chave para o planeamento da agência.
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O Governo criou um grupo de trabalho com a missão de proceder à análise do ecossistema nacional de investigação e inovação (I&I), no âmbito da criação da Agência para a Investigação e Inovação (AI²), indica um despacho publicado esta terça-feira, 17 de fevereiro, em Diário da República.

Este coletivo será composto por Eugénio Campos Ferreira, professor catedrático da Universidade do Minho, que coordena os trabalhos do grupo e que deve, em conjunto com as restantes individualidades, assegurar o agendamento das reuniões e a execução dos trabalhos; Paulo Jorge Ferreira, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP); Luís Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP); José Francisco Rodrigues, presidente da Academia das Ciências de Lisboa; Pedro Bizarro, cofundador e diretor científico da Feedzai; e Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação.

O grupo de trabalho terá o objetivo de realizar uma análise quantitativa das capacidades instaladas e das dinâmicas do ecossistema de investigação e inovação, destinada a "apoiar os trabalhos de planeamento estratégico" da AI² e "fornecer evidência quantitativa estruturada que fundamente o conteúdo da futura revisão do regime jurídico das instituições que se dedicam à I&I, bem como dos princípios gerais de relação com outros intervenientes do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, incluindo a respetiva avaliação, reconhecimento e financiamento".

A análise a desenvolver pelo grupo de trabalho deve incidir, de forma integrada e sistemática, sobre "a capacidade científica instalada, incluindo recursos humanos, unidades de I&D [Investigação e Desenvolvimento] e infraestruturas científicas e tecnológicas"; "a capacidade tecnológica, de inovação e de interface, incluindo estruturas de transferência de conhecimento e empresas com atividade de I&D"; "os resultados científicos e tecnológicos e mecanismos de valorização do conhecimento com impacto na investigação e inovação"; e "o posicionamento internacional do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação".

O grupo de trabalho terá até dia 24 de fevereiro para produzir e apresentar "às áreas governativas da Economia e da Coesão Territorial, e da Educação, Ciência e Inovação, um relatório final técnico, estruturado de forma coerente e com uma descrição dos trabalhos desenvolvidos, com os temas-chave para o planeamento da AI²". A criação da futura Agência para a Investigação e Inovação foi aprovada em dezembro e constitui, segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, a oportunidade de Portugal decidir o que pretende para este setor.

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