A Frente Comum não chegou a acordo com o Governo, afirmando que não aceita "acordos que prejudiquem os trabalhadores", e diz que não vai pedir reunião suplementar, apesar de desafiar o executivo a abrir "outro processo negocial extraordinário"."Nós continuamos a não aceitar acordos que prejudiquem os trabalhadores, que lhes retirem poder de compra, que não reponham aquilo que têm sido os cortes sucessivos ao longo dos anos", afirmou o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, à saída da reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, em Lisboa.Sebastião Santana indicou que a reunião desta manhã "servia para encerrar formalmente o processo" de Negociação Geral Anual para a Administração Pública, atualmente em curso, e que a informação que foi transmitida pela secretária de Estado é a de que esta "é a última reunião".Para a Frente Comum, o acordo proposto pelo Governo é de "empobrecimento" e fica "aquém do necessário", pelo que a federação disse que não o iria subscrever."Nós não vamos pedir negociação suplementar nem vamos participar nela caso ela exista", acrescentou.Segundo o coordenador da Frente Comum, a proposta de acordo do Governo apresentada nesta reunião não trouxe novidades face ao já noticiado, prevendo, nomeadamente aumentos de 2,15%, com um mínimo de 56,58 euros para este ano e um aumento do subsídio de refeição na função pública em 15 cêntimos (por dia) ao ano até 2029.Fesap diz que Governo quer rever carreiras gerais em 2027 e admite subscrever acordo.Dois candidatos presidenciais entre a manifestação da CGTP contra o pacote laboral .Reunião com a UGT "foi muito produtiva" e Governo mostrou "vontade de desbloquear negociação".OE2026: Frente Comum lamenta falta de diálogo e alerta para “erros políticos graves"