O ex-dirigente comunista Vítor Dias, membro da comissão política do partido durante a liderança de Carlos Carvalhas, morreu na quarta-feira, 25 de fevereiro, aos 80 anos, confirmou à Lusa o PCP.Nesta quinta-feira (26), o secretariado do Comité Central do PCP manifestou profundo pesar pela morte do antigo dirigente Vitor Dias, recordando a sua "intervenção destacada" no partido, a que aderiu em 1973."É com profundo pesar que o Secretariado do Comité Central do PCP informa que faleceu Vítor Dias, com 80 anos, recordando a sua intervenção destacada na atividade do partido, onde desempenhou importantes tarefas e responsabilidades", refere a nota.Vítor Dias nasceu em 13 de setembro de 1945, era empregado de escritório de profissão, e aderiu ao PCP em 1973, passando a funcionário do partido desde 1976.No concelho de Vila Franca de Xira dirigiu várias associações culturais e desportivas e foi dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa, entre 1966/1967."A partir de 1969 integrou diversas estruturas da CDE de Lisboa, pelo qual foi candidato na batalha política aquando da farsa eleitoral fascista de 1973 e dirigente do MDP/CDE até 1976", assinala o secretariado comunista, na mesma nota.No dia do golpe dos capitães que derrubou a ditadura, em 25 de abril de 1974, Vítor Dias estava preso, desde o dia seis desse mês, e só saiu de Caxias dois dias depois, em 27 de abril.Subiu à comissão política comunista em 1990, após a escolha de Carlos Carvalhas para secretário-geral adjunto de Cunhal. Deixou o comité central em 2004."Foi responsável pelo trabalho de Informação e Propaganda Central, autor de inúmeros textos na imprensa do partido e ativo participante nas diversas batalhas eleitorais a que o partido foi chamado. Foi ainda membro da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira no primeiro mandato autárquico de 1976/1979", refere a nota.Vítor Dias manteve a colaboração, como colunista, em vários jornais e escreveu, até agosto de 2025, no blogue “O Tempo das Cerejas”.Nos seus últimos ‘posts’, um deles foi para expressar o apoio à candidatura presidencial de António Filipe, outro para criticar o estilo de oposição de José Luís Carneiro à frente do PS, mas também partilhou uma canção, “Snow Blind”, por Sarah L King..Morreu Maria Eugénia Cunhal, irmã do histórico dirigente comunista