O CDS-PP vai propor no parlamento a duplicação das deduções fiscais para famílias com três ou mais filhos, para “aumentar o apoio às famílias numerosas”, anunciou este sábado, 16 de maio, o líder parlamentar Paulo Núncio.“Quero anunciar aqui neste congresso que o CDS irá propor no parlamento duplicar as deduções fiscais a partir do terceiro filho. Queremos, com esta medida, aumentar o apoio às famílias numerosas, porque as famílias que decidem ter mais filhos não podem ser penalizadas por isso, e porque as famílias com mais filhos merecem pagar menos IRS”, afirmou.O anúncio foi feito por Paulo Núncio numa intervenção no 32.º Congresso do CDS, que decorre entre hoje e domingo em Alcobaça, no distrito de Leiria.À Lusa, Paulo Núncio indicou que o CDS-PP vai agendar um debate sobre esta proposta na Assembleia da República e fixar a ordem do dia com este tema.“As famílias que querem ter mais filhos merecem pagar menos IRS. Esta é uma questão de justiça para as nossas famílias, mas é sobretudo um compromisso com o futuro de Portugal”, defendeu.Núncio referiu que o partido tem a obrigação de “responder a um dos principais desafios que Portugal enfrenta, a crise da natalidade”.“No país que se aproxima dos 900 anos de história, somos cada vez menos. Temos cada vez menos famílias e as famílias são cada vez mais pequenas, e é a altura de inverter este triste fado”, advogou.Paulo Núncio disse também esperar que deste congresso “saia um partido com coragem, um partido credível e um partido fiel à sua matriz e, acima de tudo, um partido que inspire os jovens”, defendendo que “só com os jovens haverá tempo de futuro para o CDS”.Na sua intervenção, o deputado e vice-presidente começou por falar sobre o voto contra do partido à Constituição, em 1976, considerando que representou “o verdadeiro momento fundacional do CDS”.Paulo Núncio considerou que os centristas foram “os únicos, sem medos, naquele dia a dizer que Portugal merecia muito mais e muito melhor do que o caminho para uma sociedade socialista”.E indicou que “foi aí que o CDS definiu a sua identidade, de um partido personalista e de um partido crente, profundamente crente no valor da liberdade e, por isso, adversário ideológico dos socialistas e, por isso, desde esse momento, adversário político da esquerda e da extrema-esquerda”.“Como há 50 anos, somos adversários das esquerdas em todas as suas versões. Somos adversários dos comunistas, que continuam vendidos à União Soviética e fascinados com o estalinismo”, referiu.Considerando que “é caso para dizer, já acabou a união, mas os soviéticos ainda cá estão”, Paulo Núncio referiu que na semana passada o “parlamento uniu-se para apoiar a Ucrânia” e o PCP “pôs-se do lado do agressor”. “O PCP envergonha Portugal”, criticou.E assinalou que os centristas são adversários também daqueles que “querem abolir as fronteiras, dos que acham que ser português não vale nada, dos que desprezam os polícias de forças de segurança e dos que querem impor a ideologia de género nas escolas às crianças”, considerando que “o BE faz mal a Portugal”.Núncio criticou ainda o PS, apelidando os socialistas de “incompetentes e irresponsáveis”.“Em 50 anos, o PS já levou três vezes o país à bancarrota. O PS é o principal responsável político pelo atraso económico e social do país. E o PS é, ainda, o partido, incapaz de denunciar um primeiro-ministro acusado de gravíssimos crimes de corrupção e que continua a brincar com a justiça portuguesa”, acusou.O líder parlamentar salientou que o CDS “é mesmo um partido único na direita portuguesa”.“Há partidos que se dizem de direita, que até têm algumas ideias de direita na economia, mas que são de esquerda nos valores. Há outros partidos que também se dizem de direita, que têm algumas ideias de direita nos valores, mas que são de esquerda na economia. O CDS é o único partido no parlamento que é de direita nos valores e na economia”, sustentou. .Nuno Melo: "Não precisamos de quem ajude os nossos adversários a combater a AD".OE2026. PSD e CDS-PP propõem elevar para 100% subsídio para assistência a filhos com cancro