Ventura diz que "ficou muito mal" a Marcelo nada dizer sobre tentativa de agressão

"Foi o único candidato, tanto quanto sei, que optou por não dizer nada sobre esta matéria", lamentou André Ventura, referindo-se ao incidente que protagonizou na véspera, em Setúbal.

O candidato presidencial do Chega considerou esta sexta-feira que "ficou muito mal" ao chefe de Estado e recandidato nada dizer sobre a tentativa de agressão de que foi alvo um seu concorrente ao Palácio de Belém.

"Não me contactou. Eu também não me quero fazer aqui de vítima. Foi o único candidato, tanto quanto sei, que optou por não dizer nada sobre esta matéria", lamentou André Ventura, referindo-se ao incidente que protagonizou na véspera, em Setúbal, e a Marcelo Rebelo de Sousa.

O líder populista respondia a perguntas dos jornalistas, após visita às pequeníssimas instalações dos Bombeiros Voluntários do Beato, em Lisboa, no 13.º e derradeiro dia de apelo ao voto.

"Acho que lhe fica mal, mas é uma opção pessoal. Não vou fazer nenhum juízo sobre isso. É um juízo político. Marcelo Rebelo de Sousa, ao dizer que o que aconteceu é lamentável, não estaria a colocar-se ao meu lado politicamente nem ideologicamente. Estava a dizer que qualquer ataque a um político ou candidato presidencial é lamentável em democracia", continuou.

Na quinta-feira, à saída de um comício no sadino Cinema Charlot, Ventura e sua comitiva foram alvo do arremesso de vários objetos, incluindo uma pedra, atirados por alguns indivíduos que faziam parte de um grupo de cerca de 100 manifestantes antifascistas, esmagadoramente cidadãos portugueses de etnia cigana, comunidade muito visada pelo discurso extremado deste político.

"[Marcelo] não o fez, não sei se o fará hoje ou não. Acho que ficou muito mal ao Presidente não se demarcar de uma situação destas. Poderia ter sido ele, Ana Gomes, Tiago Mayan, qualquer um. Fui eu", concluiu o também deputado único da força política da extrema-direita parlamentar.

No domingo, nos arredores de Braga, André Ventura também só se demarcou da postura violenta e intimidadora de parte dos seus apoiantes em relação aos profissionais da comunicação social na tarde seguinte ao concorrido jantar/comício em que se verificaram os insultos e contactos físicos.

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